Médicos captam órgãos do filho do cabo Pondian, vítima de acidente na virada do ano em Jales

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Morreu na tarde da última quarta-feira, 9 de janeiro, na Santa Casa de Jales, o adolescente Pedro Henrique Pondian, de 12 anos, terceira vítima de um grave acidente ocorrido na madrugada do dia 1º de janeiro, na rodovia Jarbas de Moraes (SP-561), em Jales. Na ocasião, morreram o seu pai, o policial militar Edson Pondian, 47 anos, e a mãe dele, Lídia Pondian, de 76. Outras quatro pessoas ficaram feridas. Três no carro da família Pondian, incluindo o garoto, e o motorista do outro carro, Deijango Coelho, de 48 anos. 

A morte do menino resultou na primeira captação de órgãos de 2019 na Santa Casa de Jales. O procedimento foi finalizado na tarde de quinta-feira por equipes do Instituto do Coração (INCOR) de São Paulo e de São José do Rio Preto.

De acordo com a Santa Casa, todos os órgãos puderam ser captados, com exceção do coração, porque não foi encontrado um receptor compatível com o tipo físico e idade do menino.

A Polícia Militar escoltou e equipe médica até Votuporanga e de lá embarcariam para os seus destinos.  

O ACIDENTE

Na madrugada da virada de ano, terça-feira, 1° de janeiro, mãe e filho morreram em uma colisão frontal na rodovia Jarbas de Morais, entre Jales a Santa Albertina. O policial militar Edson Pondian, de 47 anos, e sua mãe, Lídia Pondian, 76, transitavam no sentido Santa Albertina quando o condutor de um Gol, que vinha no sentido contrário, teria invadido a pista, batendo de frente com o carro da família. O choque foi registrado por volta de 3 horas da madrugada. Pondian morava em Jundiaí, mas tem familiares em Santa Albertina

No banco traseiro do carro conduzido pelo PM, estavam dois meninos gêmeos, de 12 anos, e uma jovem de 19 anos, filhos do policial. Todos foram encaminhados para Santa Casa de Jales.

Pedro Henrique não resistiu e teve morte confirmada pelo hospital nesta quarta-feira, dia 9. O irmão gêmeo e a irmã de 19 anos tiveram alta.

LUTO

A morte do policial e de sua mãe enlutou a população de Jundiaí, especialmente os companheiros de corporação. Cabo do 11º Batalhão da Polícia Militar, Pondian era tido como excelente policial, sendo responsável pela prisão de inúmeros criminosos durante sua carreira na PM.
A morte foi bastante lamentada pelo capitão Augusto José Martinelli, do 11º Batalhão. “Era proativo, correto, íntegro. Não é aquele que vira santo depois que morre. Era, de fato, dedicado, tanto à família como à PM, e tinha um empenho no serviço acima do normal. Não esperava para fazer e, quando recebia a ordem, sempre cumpria. Para ele, missão dada era missão cumprida”.

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