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POLÍCIA RODOVIÁRIA REGISTRA 140 ACIDENTES COM ANIMAIS NESTE ANO

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Um animal silvestre morre vítima de atropelamento a cada 32 horas nas rodovias da região, conforme dados da Polícia Rodoviária Estadual. Somente no primeiro semestre deste ano, foram 140 acidentes com animais atropelados. Em todo o ano passado, foram 208 registros.

De acordo com o capitão Alessandro Daleck, da Polícia Ambiental, atropelar um animal silvestre não é crime. “Quem atropela um animal silvestre não comete crime. Só é crime se a pessoa tentar se aproveitar do animal para obter alguma vantagem, seja pelo consumo ou pela venda da carne, do couro ou de órgãos. Ao atropelar um animal, deve-se acionar alguma polícia, seja militar, rodoviária ou ambiental, ou ainda o Corpo de Bombeiros que vão proceder na correta captura. Como o animal é silvestre, existe o risco dele atacar e ainda ferir pessoas”, explicou.

O capitão Daleck ressaltou ainda que para evitar acidentes com animais silvestres é importante estar atentos às placas de sinalização e respeitar os limites das vias. “Estamos evoluindo muito na conscientização da preservação da vida dos animais. Atualmente, existem estudos de impacto sobre a vida animal antes da construção de rodovias. Isso auxilia muito a segurança do motorista”, disse.

“Nós tivemos, recentemente, o caso da onça que foi atropelada na região de Barretos. Ela foi socorrida, encaminhada a um hospital veterinário. Recebeu o correto tratamento e está de volta à vida selvagem. O trabalho de resgate foi importante para preservar a vida dela. Agora, a onça cumpre sua função de equilíbrio ambiental como deve de ser”, acrescentou Daleck.

Segundo dados do sistema Urubu, que funciona em parceria com a Universidade Federal de Lavras, em Minas Gerais, do início do ano até agora já foram quase 300 milhões de animais atropelados em todo o território nacional.

Somente no Estado de São Paulo, de acordo com os dados do sistema, já foram registrados 4508 atropelamentos de animais, sendo eles 589 répteis, 2755 mamíferos, 196 anfíbios e 968 aves. A plataforma colaborativa conta com um aplicativo de celular que recebe registros de usuários de todo o país.

O animal que aparece no topo do ranking de espécies que mais são vítimas de atropelamento é a capivara. Em seguida está o cachorro-do-mato, o gambá-de-orelha-branca, o tamanduá-mirim e o gambá-de-orelha-preta.

Para quem quiser colaborar com o Sistema Urubu, basta baixar o aplicativo, fazer o cadastro e, sempre que encontrar um animal atropelado, enviar uma foto com as coordenadas do local do acidente.

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