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Anticorpos do coronavírus foram detectados em morador do ES em 11 de fevereiro, diz secretário

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O secretário de Saúde do Espírito Santo, Nésio Fernandes, disse, em coletiva de imprensa realizada na manhã desta terça-feira (11), que foram detectados anticorpos do novo coronavírus em uma amostra de sangue de um paciente capixaba coletada em 11 de fevereiro.

Até o momento, o primeiro caso da doença divulgado oficialmente no Brasil foi em 26 de fevereiro. Já no estado o primeiro registro é de 5 de março.

A descoberta aconteceu durante uma investigação feita pela Secretaria de Saúde em amostras de doações de sangue coletadas entre dezembro do ano passado e os primeiros meses desse ano.

De acordo com Nésio, a paciente em que foram encontrados os anticorpos doou sangue para o hemocentro no município de Guarapari.

“Nós identificamos em uma amostra biológica datada de 11 de fevereiro os anticorpos para a Covid-19 em uma paciente que doou sangue para o Hemoes do município de Guarapari, que não viajou para o exterior e apresentou sintomas respiratórios um mês antes da doação de sangue, estando assintomática nos últimos 14 dias anteriores à doação de sangue. Nós notificamos o Ministério da Saúde. Os dados desse paciente serão preservados”, disse o secretário.

Informação foi divulgada pelo secretário de Saúde do ES — Foto: Divulgação/Sesa

Informação foi divulgada pelo secretário de Saúde do ES — Foto: Divulgação/Sesa

Nésio explicou que outros casos estão sendo investigados por outros estados e que o assunto está sendo alinhado com o Ministério da Saúde, mas que, no momento, este seria o primeiro caso do Brasil, em comparação com o primeiro anúncio oficial.

“Nós estamos, de fato, com um caso registrado anterior ao primeiro do país. Existem relatos de outros casos em outros estados também. Nós vamos estabelecer com o Ministério da Saúde um alinhamento das investigações dos casos anteriores a 26 de fevereiro para que a gente consiga qual foi o primeiro do país”, disse.

Coletiva foi realizada na manhã desta terça-feira — Foto: Divulgação/Sesa

Coletiva foi realizada na manhã desta terça-feira — Foto: Divulgação/Sesa

De acordo com ele, o fato de a paciente não ter viajado demonstra que, naquele mês, já havia transmissão comunitária no estado.

“Devemos encontrar casos anteriores, pois estamos com um caso que já foi transmissão comunitária. Devemos reconhecer que este paciente teve sintomas respiratórios um mês antes da doação de sangue, da coleta do material biológico e nós podemos afirmar que de fato a doença já circulava”, explicou.

A Sesa está fazendo um estudo em parceria com o município de Guarapari, para saber se outras pessoas próximas a essa paciente tiveram a doença. Nenhum familiar dela testou positivo até agora. E outras amostras de doadores de sangue estão sendo investigadas.

Além disso, o estado vai investigar todas as mortes em que a causa foi apontada como dengue ou chikungunya, porque há possibilidade de ter havido mortes por coronavírus antes do que foi registrado oficialmente até agora.

Prefeitura

Em nota, a Prefeitura de Guarapari disse que, durante a visita domiciliar à paciente, ela relatou que na data da doação de sangue não apresentava sintomas gripais.

Com isso, o município prestou assistência e realizou testagem dos familiares da moradora, residentes no mesmo endereço.

A Prefeitura reforçou a informação de que todos os casos notificados do município são monitorados.

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