Cafetina acusada de matar travesti com silicone vai a júri

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Uma mulher, apontada como cafetina de travestis, vai a júri popular em Votuporanga por ter provocado a morte de um travesti em 2016, com a aplicação de silicone industrial nas nádegas da vítima.


Na época o caso teve grande repercussão. O jovem morreu no dia 9 de março daquele ano, aos 19 anos, após passar mal e ser hospitalizado na Santa Casa.
Durante a investigação policial e o processo inúmeros depoimentos e provas foram colhidos. Um declarou que o amigo havia feito o procedimento em uma clínica, mas não soube dar mais detalhes.
Testemunhas de Mirassol, General Salgado, Jales e Votuporanga foram ouvidas no mês passado no Fórum. Elas revelaram um trágico esquema de prostituição e detalhes da aplicação do produto industrial com o uso de agulhas e materiais veterinários na vítima.
Um travesti declarou que também fez procedimento com a acusada, tendo pago R$300,00 pelos serviços realizados na casa da ré, sobre a cama.Após a aplicação do silicone as perfurações eram tampadas com cola Superbonder.
Os relatos da testemunha revelam ainda que o silicone era aplicado de modo rústico, com agulhas grossas de uso veterinário e aplicação de anestésico de cavalo.
Durante buscas na casa da irmã da acusada, a polícia apreendeu uma bomba de encher pneu de bicicleta com agulha veterinária acoplada, diversas bolsas contendo silicone industrial, luvas cirurgicas, seringa grande e outros produtos suspeitos
Com base nas provas, o juiz entendeu que cafetina matou a vítima, além de exercer ilegalmente atividade de medicina.
Nos próximos dias o julgamento deve ser marcado.

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