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COM 56 ANOS DE PENA KEVIN REVELA QUE SE CASOU NA CADEIA

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Aos 20 anos, Kevin Michael de Carvalho, é um dos jovens de Votuporanga com o maior tempo de prisão pra cumprir: 56 anos. Na prática, com a lei penal em vigor ele deve cumprir no máximo 40 anos, ou seja, deve sair da prisão aos 60 anos de idade.


Kevin foi condenado, ontem (22), a 28 anos de cadeia pelo assassinato de Aldo de Oliveira Alves, em 2017. Apesar de confissão na fase policial, ele negou o crime no júri.
No ano passado também pegou 28 anos pelo feminicídio da namorada, Ana Letícia Leal Tagoda.
Mas esses longos anos de prisão pela frente, não impediram Kevin de planejar família. Durante o julgamento de ontem ele revelou em depoimento que se casou na prisão, no ano passado, e falou com orgulho do enteado de 6 anos de idade.
O Júri Popular do ‘Caso Aldo’ no Fórum de Votuporanga teve momentos tensos de debates entre o promotor Glauco Souza Azevedo e o advogado Marcus Gianezi. Após a proclamação da sentença pelo juiz Jorge Canil, a defesa anunciou que vai recorrer com alegações pra anulação da sentença ou redução da pena.

ALDO FOI ASSASSINADO PRA ‘PROVA DE CORAGEM’

O funcionário de um supermercado que seguia para o trabalho na madrugada teria sido escolhido aleatoriamente pra morrer. Isso foi o que contou a ex-namorada dele, Ana Letícia, aos pais, dias antes de morrer.
Segundo os pais, a jovem era vítima de tortura psicológica e violência física do namorado. Na noite do crime, o casal teria rodado cerca de duas horas de moto pela cidade. Kevin teria dito pra namorada que iria matar alguém pra mostrar do que seria capaz de fazer caso ela o deixasse.
Na versão da acusação, Kevin parou a moto na rua São Paulo, Ana Letícia ficou perto, então Kevin correu atrás de Aldo até alcançá-lo na esquina a rua Piaú. Aldo sofreu dezenas de facadas e morreu no local. Parte da cena do crime foi gravada por câmeras de segurança.
Após o assassinato Kevin teria entregado a faca ensanguentada e obrigado Ana Letícia a guardá-la na bolsa, ‘pra se lembrar do que ele era capaz’. Tempo depois, a jovem não suportou a pressão psicológica, passou mal no trabalho (uma lanchonete fast food). Os pais, moradores de Parisi, foram chamados. Foi aí que ela desabou emocionamente e contou a história para os pais. Eles a levaram para o Plantão Policial e registraram uma ocorrência de ameaça, mas não teriam revelado o enredo do assassinato de Aldo por temerem que a filha fosse presa, medo do jovem, entre outras alegações.

FALTA DE PROVAS
O patrono da defesa Marcus Gianezzi e criminalista Douglas Teodoro Fontes se agarraram a tese de falta de provas pra pedir a absolvição do réu. Uma das alegações em plenário foi a de que pairava dúvida sobre a autoria do assassinato, por isso Kevin teria de ser inocentado.
Já o representante do Ministério Público atacou a alegação da defesa, tendo como prova a investigação policial, o vídeo no qual o réu assumiu e também o depoimento dos pais da ex-namorada.

MOMENTOS DO JÚRI
Kevin estava mais magro do que no julgamento do ano passo (crime da namorada), usava óculos e com corte de cabelo novo.
Interferiu durante a fala do promotor, foi reprimido, não obedeceu e foi retirado do plenário.
Durante o depoimento da testemunha e mãe da ex-namorada, Kevin também foi retirado da sala.

Sem lágrimas – Ao contrário do julgamento de Ana Letícia, Kevin não chorou ao ouvir a sentença de mais 28 anos.

Vídeo – o promotor Glauco exibiu aos jurados vídeo feito na delegacia de polícia no qual Kevin assumiu a autoria do crime.

Interrupção pra audiência de tráfico – os trabalhos do júri ficaram suspensos por cerca de uma hora para que o juiz Jorge Canil pudesse realizar duas audiências de custódia de presos por tráfico.

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