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EDUCADORA É EXONERADA APÓS DENÚNCIA DE CRIANÇAS DOPADAS COM TRANQUILIZANTES EM CRECHE DE VOTUPORANGA

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Amigão

DECISÃO FOI PUBLICADA NESTA TERÇA-FEIRA (15), NO DIÁRIO OFICIAL DO MUNICÍPIO DE VOTUPORANGA/SP. POLÍCIA CIVIL E MINISTÉRIO PÚBLICO SEGUEM INVESTIGANDO DENÚNCIAS.

Uma educadora infantil que trabalhava na creche Valter Peresi de Votuporanga/SP, onde mães denunciaram que os filhos estariam sendo dopados com tranquilizantes, foi exonerada do cargo pela prefeitura. A decisão foi publicada no Diário Oficial do município nesta terça-feira (15).

Para fundamentar a exoneração, a publicação explica que a decisão foi tomada “considerando que através de toda prova produzida, notadamente as oitivas das testemunhas, depoimento pessoal da processada e a documentação acostada ao processo, restou comprovado o cometimento de falta funcional de natureza grave”.

O caso veio à tona em abril deste ano, depois que Keli Nascimento Antoniolo foi à polícia denunciar que o filho dela, na época com apenas 11 meses, saiu desacordado da creche.

Como o menino não acordava, Keli o levou até a Santa Casa de Votuporanga, onde ele foi submetido a exames toxicológicos, que identificaram no organismo dele a presença do medicamento clonazepam, um tranquilizante.

Após ela prestar queixa, Fernanda da Silva Oliveira e outras mães também procuraram a DDM (Delegacia de Defesa da Mulher) para registrar queixa contra a unidade de ensino e relatar que perceberam sintomas parecidos nos filhos, que também frequentavam o local.

De acordo com Fernanda, ela deixou o filho por cerca de 30 dias na creche e a criança teria passado mal por duas vezes.

Em uma das vezes, a mãe foi buscar o filho depois de deixá-lo uma hora e meia na creche e o encontrou dormindo, praticamente desmaiado.

Fernanda também conta que foi para a Santa Casa de Votuporanga, onde a criança passou por exames, mas o resultado não apontou nenhum consumo de remédios.

Depois que as mães fizeram a denúncia, a Polícia Civil e o Ministério Público abriram inquérito e seguem investigando o caso. A prefeitura também abriu uma sindicância para apurar a denúncia e, em junho deste ano, cinco funcionárias da creche foram afastadas até a investigação terminar.

Em nota, Secretaria Municipal da Educação informou que segue realizando trabalhos de acompanhamento na unidade e adotando diversas ações de aproximação com a comunidade escolar para esclarecimento de dúvidas, com atendimentos individuais e reuniões com os pais.

FONTE: Informações | G1

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