Fernandópolis registra mais um desaparecimento de idoso

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Espaço homem

Completa nesta quinta-feira, 7, três meses do desaparecimento do aposentado Josias Marques da Silva, de 62 anos. Ele sumiu em 7 de novembro e até hoje, nem a família e tampouco a polícia encontraram pistas de seu paradeiro. Um outro idoso desapareceu em Fernandópolis e a família busca por notícias há 13 dias.
Desde o dia 25 de janeiro, está desaparecido o senhor Durvalino Perasol, 80 anos. Ele saiu de casa naquela sexta-feira para consertar um relógio e desapareceu sem deixar pistas. Desesperada, a família fez um apelo nesta quarta-feira, 6, quando se completou 13 dias do seu desaparecimento, através do Rotativa no Ar, da Rádio Difusora, na esperança de obter alguma informação.
O filho Almir Perasol, o Professor Almir como é conhecido, esteve no programa e relatou o drama da família. O idoso desaparecido tem marca-passo e toma remédios para pressão alta e convulsão. De acordo com Almir, o pai saiu de casa na manhã de sexta-feira, 25 de janeiro, e veio para o centro da cidade com o objetivo de consertar a pulseira de um relógio e comprar doces.
Ele esteve por volta das 10 horas na Relojoaria Freitas no centro da cidade, foi atendido, pagou pelo serviço. A partir dali, o paradeiro do senhor Durvalino é um mistério. “Quando ele não chegou para o almoço por volta do meio dia, minha mãe me ligou e já começamos a procura-lo. No final da tarde, percebi que o negócio era grave e fiz um boletim de ocorrência do seu desparecimento. Além da Polícia Civil, a Polícia Militar, Bombeiros e até o Samu, estão com fotos dele na tentativa de encontra-lo”, relatou o filho.
A última pista que recebeu indica que o senhor Durvalino tomou direção contrária a da sua casa, no bairro Santa Filomena. Ele teria sido visto próximo ao pontilhão de acesso à Litério Grecco pela Expedicionários Brasileiros.
De acordo com o filho, o pai saiu de casa trajando uma camisa polo azul, com listras horizontais na frente em tom verde e vermelha (mais fina), bermuda de brim cinza escuro e sapatênis. Tem estatura mediana (entre 1m65 e 1m70), cabelos brancos, usa óculos, olhos esverdeados, pele clara. Tinha no bolso apenas a carteira com o RG e um pequeno valor em dinheiro, parte usou para pagar o serviço na Relojoaria.
“Temos fé e esperança que ainda possamos encontrar o meu pai vivo. Como ele viveu sua vida em sítio, pode ter ser perdido na zona rural”, disse Almir.  A família disponibilizou os telefones 99735-3153 e 3442-1408 para receber informações. As Polícias Militar e Civil também podem ser acionadas em caso de informações.
CASO JOSIAS
O caso do desaparecimento de Josias Marques da Silva, é outro mistério. Ele saiu de casa também na região do bairro da Estação. Segundo a filha Josiane Flauzino, no dia 7 de novembro, o aposentado teria saído de casa apenas com a roupa do corpo, portando os documentos e o dinheiro de sua aposentadoria, sem dizer para onde iria.
Josias teria sido visto por último nas proximidades do Condomínio Brasitália. A família inclusive solicitou a gravação de algumas câmeras de segurança na região para confirmar se de fato era ele e se chegou a pegar carona com alguém, já que chovia muito no momento.
A DIG – Delegacia de Investigações Gerais –, apura o caso desde então e inclusive realizou uma busca na mata que margeia o córrego Santa Rita, nas proximidades de onde ele teria sido visto por último, logo no início das investigações. Com autorização judicial, o sigilo bancário dele também foi quebrado e ficou constatado que desde o seu desaparecimento ninguém sacou sua aposentadoria, descartando, em tese, a possibilidade de que ele tenha sumido por conta própria.
CASO SEMELHANTE
Caso semelhante aconteceu em abril do ano passado, quando o aposentado Mauricio Ramiro da Costa, de 67 anos, também saiu de casa e não retornou. A família imediatamente iniciou uma campanha nas ruas e pelas redes sociais, mas infelizmente, 13 dias depois, ele foi encontrado morto em uma mata no prolongamento da Avenida Raul Gonçalves Junior.

Jornal Cidadao

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