PESSUTO E OKUMA, ZAMBON E AVENOR BIM PODEM PROTAGONIZAR DISPUTA ELEITORAL EM FERNANDÓPOLIS

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PESSUTO E OKUMA, ZAMBON E AVENOR BIM PODEM PROTAGONIZAR DISPUTA ELEITORAL EM FERNANDÓPOLIS

O ano já começou com as especulações políticas acerca das eleições de outubro. Os 31 partidos registrados em Fernandópolis têm até o dia 15 de agosto para definir os nomes e registrar a candidatura de seus postulantes aos cargos de prefeito, vice e vereadores. Nos bastidores a movimentação já é intensa e tudo indica que teremos uma disputa acirrada pela cadeira preta do Paço Municipal “Massanobu Rui Okuma”.

Candidato natural, André Pessuto (DEM) deve mesmo partir para a reeleição. Apesar do desgaste causado por embates com o funcionalismo público (14º salário) e com o aumento do IPTU – Imposto Predial e Territorial Urbano –, ele aposta na injeção dos R$ 30 milhões, que tomou em empréstimo, para melhorar sua imagem no último ano, com a realização de asfalto e recape em diversos bairros e a entrega de maquinários, além do novo Paço Municipal.

A dobradinha Pessuto e Pinato, no entanto, não deve se repetir. Informações de bastidores apontam que o atual prefeito já estaria em conversa bem avançada com o empresário citricultor Paulo Okuma. Não obstante o fato de sempre ser cotado, mas nunca ter postulado cargo algum, os rumores ganharam ainda mais força após ele deixar o PSDB, partido ao qual sempre foi filiado. Os tucanos já deixaram claro que vão lançar candidatura própria, ou seja, para seguir os planos com Pessuto, Okuma precisaria trocar de legenda e assim fez.

“Ainda é muito cedo para falar sobre o assunto. Mas a decisão se serei candidato ou não é do grupo e não apenas minha”, disse Pessuto em contato telefônico. Ele confirmou ainda as conversas com Okuma, de quem diz ter todo o apoio e disse que o empresário estará ao seu lado, mas não confirmou a dobradinha. “Ele está muito alinhado com nossa administração”, completou.

Pessuto também estaria sondando o vereador João Pedro da Caixa (PTB). Ele estaria bem cotado nas pesquisas e como o grupo do prefeito trabalha com números, a composição já foi debatida, numa possível desistência de Okuma de última hora, como já aconteceu em anos anteriores. Para isso, no entanto, João Pedro teria que trocar de partido até março. Sua legenda atual é comandada pelo advogado Henri Dias, que foi candidato a vice de Ana Bim (PSD) na última eleição e não esconde o desejo de se candidatar neste ano.
Henri Dias, aliás, foi o único a afirmar de fato, que é pré-candidato. Em contato com CIDADÃO ele disse que o partido está muito bem estruturado e possui chapa completa para vereadores. Sobre um possível vice ele disse que há tratativas, mas ainda é muito cedo para cravar um nome. “O que posso afirmar é que vamos para a disputa e o partido está sendo trabalhado para isso já há algum tempo e o cenário atual é muito positivo para nós”, disse ele.
PSDB e PSD?

Outro partido que trabalhou muito em sua estrutura para as eleições deste ano foi o PSDB. Em suas fileiras ele tem nomes como o da vereadora Maiza Rio, que sempre é cotada para o Executivo, do ex-deputado estadual Gilmar Gimenes e do ex-vice-prefeito José Carlos Zambon.
Com esse quadro há quem diga que o partido do atual governador João Dória pode lançar chapa pura. Nesse caso a composição seria entre Zambon e Gilmar Gimenes, não necessariamente nessa ordem. Gimenes, respaldado pelo governador, não esconde suas pretensões em Fernandópolis, mas também estaria de olho em uma vaga na Assembleia Legislativa, o que pode o levar a ceder a cabeça de chapa ao companheiro de partido.

Praticamente sem rejeição e com uma longa história na vida pública, Zambon esbarra, porém, em um problema crucial: o financiamento da campanha. Apesar do grande interesse de Dória por uma administração tucana na cidade, ainda não se sabe o quanto isso influenciará na abertura dos cofres do partido. “Estamos aguardando uma definição do partido”, disse o engenheiro ao CIDADÃO.
Por mais entusiasmados que estejam com os bons nomes e o apoio de Dória, psdebistas mais experientes sabem que a eleição não será fácil diante da onda de asfalto e recape que deve ser lançada nos próximos dias. De olho nisso, também é trabalhada uma composição visando o recall eleitoral da ex-prefeita Ana Bim.

Mesmo sem impedimentos legais, a ex-chefe do poder Executivo não estaria disposta a encarar um novo pleito. Alguns problemas de saúde e a perda de um filho (Alam Bim) seriam os principais motivos. Seu marido, porém, o médico Avenor Bim, é cotado para assumir seu lugar na vida pública. Também procurado por CIDADÃO, ele não confirmou e nem refutou a possibilidade. “Ainda não sei dizer”, afirmou.

Nesse caso a dupla mais provável seria Zambon e Avenor Bim, podendo o cabeça de chapa ser substituído também por Gilmar Gimenes.

MAIS CANDIDATOS
Além dos mais comentados, outros nomes também despontam e devem ser trabalhados nos próximos meses, como é o caso de Cabo Santos (PSL) Renato Colombano (Republicano) e Adélia Meneses (Republicano).

Apesar de aparentemente distante, já que o pleito é apenas em 4 de outubro, as articulações seguem aceleradas já que o período de campanha será curto (50 dias) não existindo muito tempo para construir um nome com o eleitorado.

Por Jornal Cidadão

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