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Universidade Brasil em Fernandópolis deve sofrer intervenção

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O delegado regional de investigação no combate ao crime organizado do Estado de São Paulo, Marcelo de Carvalho, disse durante entrevista coletiva na sede da Policia Federal de Jales que o núcleo da Universidade Brasil em Fernandópolis, deve sofre intervenção judicial e uma comissão do MEC deve gerenciar, já que praticamente toda a diretoria do campus estaria comprometida. 

Aproximadamente 250 policiais federais estão cumprindo 77 mandados judiciais expedidos pela Justiça Federal de Jales nas cidades de Fernandópolis, São Paulo, São José do Rio Preto, Santos, Presidente Prudente, São Bernardo do Campo, Porto Feliz, Meridiano, Murutinga do Sul, São João das Duas Pontes e Água Boa no Mato Grosso. 

Entre os mandados judiciais expedidos estão 11 prisões preventivas, 11 prisões temporárias, 45 ordens de busca e apreensão e 10 medidas cautelares (alternativas à prisão). A Justiça Federal também determinou o bloqueio de bens e valores dos investigados até o valor de R$ 250 milhões. 

A Operação Vagatomia, investiga um grande esquema de fraudes na concessão do Financiamento Estudantil do Governo Federal (FIES) e na comercialização de vagas e transferências de alunos do exterior (principalmente Paraguai e Bolívia) para o curso de medicina em Fernandópolis/SP. Bolsas do PROUNI e fraudes relacionadas a cursos de complementação do exame REVALIDA também estão sob investigação da PF. 

Estimativas iniciais da PF indicam que, nos últimos cinco anos, aproximadamente R$ 500 milhões do FIES e PROUNI foram concedidos fraudulentamente. Cursos relacionados ao exame REVALIDA e transferências do exterior para cursos de medicina no Brasil também estão sob investigação. O reitor e dono da Universidade, Fernando Fernandes é apontado como chefe de uma organização criminoso 

A força tarefa também passará a investigar na segunda fase da operação, os alunos e seus pais que compraram as vagas ou fraudaram o Fies desde 2016. Os médicos já formados também serão investigados e poderão perder o direito de exercer a profissão após passa pelo conselho de disciplina do CRM, segundo informou os agentes da PF. 

Oclécio Dutra e Ricardo Saravalli são acusados de captar alunos, uma especie de assessoria para a diretoria da Universidade.

RN

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