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Vereador de Murutinga é preso em operação contra fraudes em vestibulares de medicina em Fernandópolis

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O vereador Adeildo de Oliveira, 53 anos, o Kikão, foi detido na manhã desta sexta-feira durante a megaoperação “Asclépio”, desencadeada pela Polícia Civil por meio da Delegacia Seccional de Polícia de Assis (Deinter 8), em parceria com o Ministério Público do Estado de São Paulo, com objetivo de combater organização criminosa que realiza fraudes em vestibulares para curso de medicina.

De acordo com informações do jornalista Roni Willer, do site Paparazzi News, de Castilho, ainda não se sabe exatamente a participação do vereador no esquema e nem os motivos pelo qual foi decretada a prisão dele por cinco dias. Durante a investigação, de acordo com a Polícia Civil, foi apurado que o irmão dele, Adeli de Oliveira, seria um dos líderes do esquema e teria apoio de alguns familiares para execução da ação criminosa e também ocultação do dinheiro proveniente do esquema.

As investigações tiveram início através de notícia de eventual esquema de fraude no vestibular para o curso de medicina da Fundação Educacional do Município de Assis – FEMA, ocorrido em abril de 2017, onde sua direção teria descoberto que terceiras pessoas haviam se passado por 05 (cinco) candidatos e realizaram as provas, entretanto, a entidade organizadora do certame – VUNESP – constatou inconsistências nas identificações datiloscópicas, assinaturas na folha de respostas e também nas imagens captadas dos candidatos, com as coletadas dos alunos aprovados e posteriormente matriculados no curso.

Assim, instaurou-se Inquérito Policial nº 01/2018 para apurar os crimes de Organização Criminosa (art. 2º da Lei nº 12.850/2013), Estelionato (art. 171 CP) e Falsificação de Documento Público (art. 297 do CP) e no curso das investigações, identificou-se a pessoa de Adeli de Oliveira como o principal articulador de engenhoso esquema de venda de vagas para ingresso no curso de medicina e, igualmente, no processo seletivo de transferência de alunos para o mesmo curso em faculdades do Estado de São Paulo, tudo mediante pagamento de valores entre R$ 80.000,00 e R$ 120.000,00 por vaga, negociados de forma parcelada ou até mediante permuta de bens móveis e imóveis.

Com o avanço das diligências, apurou-se a constituição de sofisticada organização criminosa composta de 3 (três) grupos, todos interligados: 1) Grupo Familiar; 2) Grupo dos Captadores e vendedores de vagas; e 3) Grupo de Intermediários na Universidade Brasil.

O primeiro grupo da organização criminosa é comandado pelo investigado Adeli de Oliveira, que coordena detalhadamente todas as ações, assim como que se vale dos trabalhos de vários subordinados, seus familiares, para organização, preparação das ações criminosas, recebimento e ocultação dos proventos ilícitos.

O segundo grupo surgiu pela necessidade de trazer captadores e vendedores de vagas, pois como o número de aluno é enorme, Adeli de Oliveira, apenas com seus familiares, não teria condições de atender a oferta de vagas em Universidades particulares e a procura dos alunos, valendo-se de outras pessoas para compor o esquema criminoso.

O terceiro grupo por seu turno é o de pessoas ligadas a Universidade Brasil, que possui faculdade de medicina com campus em Fernandópolis-SP, sem os quais seria impossível o êxito do engenho criminoso, sendo identificados também como integrantes da organização criminosa.

A operação contou com a participação de 350 policiais civis apoiados em cada região do Estado, Policiais Civis de Minas Gerais e Promotores de Justiça do Ministério Público do Estado de São Paulo. 17 prisões temporárias cumpridas e 55 buscas autorizadas pela Justiça.

A polícia Civil de Assis busca identificar investigados que a quadrilha usava como “clone” para fraudar os vestibulares. Quem souber da identidade de referidas pessoas pode auxiliar através do telefone 181 (disque denúncia), pelo e-mail cip.assis@policiacivil.sp.gov.br ou https://www.webdenuncia.org.br

Até o momento da deflagração da operação, não foi possível identificar-se as pessoas que se passaram pelos reais candidatos do vestibular, cujas fotos são ora exibidas para esse objetivo, porque há forte suspeita de serem de outros estados da federação. Nesse sentido a Polícia Civil solicita o apoio da população para que tais indivíduos sejam identificados e responsabilizados como membros da organização criminosa.

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