Na tarde desta terça-feira (09/09), por volta das 14h, a Polícia Militar de Cafelândia atendeu a uma ocorrência de falsidade ideológica, falsidade material, fraude e estelionato dentro da agência da Caixa Econômica Federal, localizada na Rua Antônio Parra Arenas, nº 6.
A denúncia chegou à equipe do 5º Grupamento de Polícia Militar (44º BPM/I – CPI-4) por meio de ligação celular, informando que uma mulher, com características específicas — ruiva, usando camisa branca e calça jeans —, estaria tentando desbloquear um aplicativo bancário em um celular para movimentar uma conta aberta recentemente.
AÇÃO DA POLÍCIA
A equipe formada pelo 1º Sargento PM Malachias, Cabo PM Cardoso e Cabo PM Sandro se deslocou até o local e realizou primeiro uma varredura externa em busca de possíveis comparsas ou veículos de apoio.
Durante essa ação, o Copom irradiou que a situação também já estava em andamento no interior da agência.
No local, os policiais foram recebidos pelo gerente-geral, que relatou que a mulher demonstrava nervosismo e pressa incomuns.
Ao ser abordada, ela se identificou como “Camila C. de A.” e foi conduzida a uma sala reservada para averiguação.
Durante a fiscalização do documento apresentado, os policiais notaram indícios de adulteração, como sobreposição de fotografia e desalinhamento.
Questionada, a mulher apresentou respostas contraditórias e acabou confessando a utilização de documento falso, revelando sua verdadeira identidade: L., moradora de Birigui.
O ESQUEMA CRIMINOSO
Em depoimento, L. afirmou que recebeu uma proposta via telefone de um desconhecido, indicado por um amigo, para abrir uma conta na agência de Cafelândia e desbloquear o aplicativo bancário em um celular fornecido pelos criminosos.
Segundo ela, a conta já vinha sendo usada para realizar empréstimos fraudulentos, somando cerca de R$ 200 mil.
A suspeita relatou que receberia R$ 1.500,00 como pagamento após concluir a ação e entregar o aparelho celular a um homem que a havia levado até Cafelândia em um veículo Honda HR-V cinza.
Ela ainda contou que chegou a avisar esse comparsa, por mensagem, assim que percebeu a chegada da Polícia Militar à agência.
L. disse também que, na semana anterior, havia enviado uma fotografia sua a um contato desconhecido, que providenciou a documentação falsificada já com a imagem alterada.
Todo o contato com os autores foi feito por telefone, sem encontros presenciais, com exceção do motorista que a transportou até a cidade.
PRISÃO EM FLAGRANTE
Diante das evidências, a equipe deu voz de prisão em flagrante à autora, que foi conduzida sem o uso de algemas até a Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Lins, onde o caso foi apresentado à delegada Dra. Juliana Bredariol.
A Polícia Militar reforça que segue atenta para proteger a sociedade e investiga a participação de outros envolvidos na fraude.
Polícia Militar: Rumo aos 200 anos, protegendo a sociedade.

