O corpo de Alex Sandro da Silva Rocha, de 21 anos, morto a golpes de tesoura e enterrado pela própria namorada no quintal da casa dela, em Bebedouro (SP), foi sepultado nesta terça-feira (28) em Canindé de São Francisco, no sertão de Sergipe, sua cidade natal.
A suspeita, Jussara Luzia Fernandes, de 62 anos, professora de estética, está presa preventivamente pelos crimes de homicídio e ocultação de cadáver.
A mãe da vítima, Ivonete Ribeiro da Silva, declarou em entrevista que o filho vivia um relacionamento abusivo, marcado por ciúmes, controle e agressões.
“Até quando ele ia ao banheiro era de portas abertas. Não podia levar o celular, porque ela controlava tudo. Ela era agressiva e bloqueou toda a família dele. Chegou a se passar por ele no celular e brigar com as pessoas, até com atitudes racistas”, contou a mãe, emocionada.
Segundo Ivonete, Alex era um rapaz forte e saudável, e ela acredita que ele tenha sido dopado antes de ser morto, o que contradiz a versão de legítima defesa apresentada pela suspeita.
“Ela tramou tudo. Dopou meu filho. Ele tinha 1,80m, era jovem e forte. Não houve luta corporal”, afirmou.
A mãe ainda relatou que tentou contato com o filho nos dias 21 e 22 de outubro, quando ele já estava morto.
“Achei que estava falando com ele, mas era ela se passando por ele, dizendo que tinha ido embora para Minas Gerais”, disse Ivonete.
Conforme o relato, o jovem amava a companheira, mas pretendia colocar fim ao relacionamento devido ao comportamento possessivo da mulher. Em uma das discussões, Jussara teria passado com o carro sobre o pé dele, mas Alex se recusou a registrar boletim de ocorrência.
Jussara confessou o crime à Polícia Civil e alegou ter agido em legítima defesa. As investigações continuam para esclarecer as circunstâncias da morte e confirmar se outras pessoas tiveram envolvimento.

