O caminhoneiro Dener Laurito dos Santos, de 52 anos, provocou um grande tumulto e um engarrafamento de aproximadamente cinco horas no Rodoanel Mário Covas, em São Paulo, na manhã de 12 de novembro, após afirmar ter sido sequestrado e obrigado a dirigir com uma “bomba” presa ao corpo. A polícia foi acionada e o GATE mobilizado — até que os agentes confirmaram que o artefato era apenas um simulacro.
Durante depoimento prestado na quarta-feira (19), Dener confessou ter inventado toda a história. Ele explicou que montou a suposta bomba usando fio de fone, fita crepe, papel-alumínio, água e um tubo de gás. Disse ainda que quebrou o próprio para-brisa com uma pedra, se amarrou e fingiu desmaiar para reforçar a farsa.
Segundo o caminhoneiro, a motivação foi política e profissional: ele queria “chamar a atenção da categoria” de caminhoneiros para as condições de trabalho enfrentadas por eles.
A versão começou a ruir após a análise de imagens de câmeras de segurança, que mostraram o momento em que ele para o caminhão, urina ao lado do veículo e, em seguida, arremessa a pedra contra o vidro, desmontando a hipótese de sequestro.
Dener, que já foi policial militar entre 1994 e 2005, servindo no 22º Batalhão, foi indiciado por falsa comunicação de crime, conforme o artigo 340 do Código Penal, que prevê detenção ou multa.
A investigação segue em andamento.

