Palmeira D’Oeste (SP) trabalha para se reerguer depois da forte tempestade de granizo que atingiu a cidade na segunda-feira (24). Segundo a prefeitura, mais de 3 mil imóveis foram danificados — cerca de 75% das residências do município.
A Defesa Civil informou que 70 mm de chuva caíram em 40 minutos, tempo suficiente para destruir telhados, quebrar janelas e danificar veículos.
Reconstrução e dificuldades
A secretária de Assistência Social, Lucilene Gabaldi, afirma que a maior urgência é a doação de lonas e telhas, principalmente os modelos franceses e portugueses, que são mais antigos e difíceis de encontrar. As lonas já recebidas estão sendo usadas para cobrir temporariamente as casas afetadas.
Os danos atingiram vários setores:
- Escolas: As unidades Professor Disnei Antônio Monzani e Minervina Bárbara Cardoso tiveram aulas suspensas até 12 de dezembro por causa de estragos em janelas, materiais e equipamentos.
- Saúde: Algumas unidades atenderam apenas emergências por um dia, mas o serviço já foi normalizado.
- Agricultura: Produtores rurais registram grandes perdas. A trabalhadora Tais Zampietro estima prejuízo próximo de R$ 100 mil após a destruição de parreiras com uvas prontas para colher.
Mobilização geral
O prefeito Valdir Semensati classifica a situação como uma “corrida contra o tempo”, já que há previsão de novas chuvas para dezembro. Ele diz que o cadastro das famílias e a entrega de materiais seguem inclusive no fim de semana.
Moradores, servidores públicos e voluntários trabalham juntos na limpeza e reparos. A falta de mão de obra se tornou um dos principais obstáculos.
O Centro de Convivência do Idoso (CCI) concentra as doações. Quatro famílias precisaram de abrigo emergencial; hoje, apenas uma ainda permanece acolhida pela Assistência Social.
A cidade segue mobilizada para reconstruir o que foi destruído.

