A amante do médico Luiz Antonio Garnica, preso pela morte da esposa Larissa Fernandes, afirmou à Justiça que o médico não pretendia se separar da companheira. Segundo Letícia Camilo Laurindo, Garnica mantinha uma relação intensa com ela enquanto seguia casado e afirmava “gostar das duas”.
O depoimento foi dado em 10 de outubro, durante audiência de instrução em Ribeirão Preto (SP), e obtido pela EPTV. Garnica e a mãe, Elizabete Arrabaça, estão presos desde maio e irão a júri popular por homicídio qualificado e feminicídio.
Letícia relatou que também mantinha um relacionamento com outro homem, mas que a relação com o médico era “intensa”. Ela negou ter vivido união estável com Garnica, apesar de ter enviado à Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) um documento que afirmava o contrário. A suposta declaração resultou na abertura de investigação por falsidade ideológica contra ela e duas testemunhas que assinaram o documento.
A investigação aponta que Larissa foi envenenada com chumbinho em março, após descobrir a traição e comunicar ao marido que buscaria um advogado para tratar da separação. Para a Polícia Civil e o Ministério Público, Garnica e a mãe teriam planejado o crime para evitar a divisão de bens. Segundo o inquérito, Elizabete teria iniciado o envenenamento a mando do filho.
O médico ainda responde por fraude processual, acusado de alterar a cena do crime no apartamento onde vivia com a esposa. Após a morte de Larissa, ele acionou um seguro para quitar parte do imóvel financiado que estava no nome do casal. A investigação aponta que mãe e filho estavam endividados e tinham interesse em manter o patrimônio sob controle do médico.
O júri popular ainda não tem data marcada.

