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25 04 2026

ERRO FATAL EM ATENDIMENTO MÉDICO TIRA A VIDA DE MENINO DE 6 ANOS

Um caso grave veio à tona após o atendimento de um garoto de apenas 6 anos terminar em morte depois da aplicação incorreta de adrenalina na veia. O episódio expôs uma sequência de falhas dentro do Hospital Santa Júlia que custou a vida de Benício Xavier.

ATENDIMENTO COMEÇA COMO UM CASO SIMPLES

Os pais, Bruno Mello e Joice Xavier, levaram o menino ao hospital por sintomas leves: tosse seca, febre e sinais de laringite. Ele chegou andando, sem gravidade aparente. A família ficou quase 14 horas na unidade até o desfecho trágico.

Durante a avaliação, a mãe acreditava que o tratamento seria o mesmo feito um mês antes — inalação com adrenalina. Nada indicava risco. A triagem classificou o caso como sem urgência.

O ERRO NA APLICAÇÃO

Dentro do consultório, Joice ouviu que seria feita adrenalina, mas a médica não explicou a forma de administração. Quando a mãe percebeu que o medicamento estava indo direto para a veia, questionou. A resposta veio tarde demais.

A médica Juliana Brasil Santos prescreveu adrenalina pura, não diluída, para uso intravenoso — algo totalmente inadequado para o quadro do menino. Foram três doses somando 9 mg. A própria médica admitiu o erro: “Eu que errei na prescrição”.

O hospital descartou falha no sistema eletrônico. Segundo o setor de TI, nada muda sozinho: a via de administração só é alterada se o médico fizer isso manualmente.

DA REAÇÃO À CORRERIA

A técnica de enfermagem Raíza Bentes aplicou a medicação seguindo a prescrição. Minutos depois, Benício ficou pálido e reclamou de dor no peito. A sala de emergência foi acionada.

A criança sofreu várias paradas cardiorrespiratórias. Chegou a ser levada para a UTI e, por algumas horas, reagiu bem. Mas o quadro desabou. Após seis paradas, o menino não resistiu.

O pai, desesperado, acompanhou tudo:
“Eu rezava, pedia: ‘bora, filho, melhora essa oxigenação’.”

INVESTIGAÇÃO APONTA HOMICÍDIO

A Polícia Civil trata o caso como homicídio por erro grosseiro. O delegado Marcelo Martins foi direto:
“Com certeza, um homicídio. Houve falha na prescrição e ausência de dupla checagem.”

O Conselho Regional de Farmácia também apontou a falta de um profissional que poderia ter barrado a superdose.

A médica foi afastada e conseguiu habeas corpus preventivo. A técnica de enfermagem responde em liberdade.

UMA FAMÍLIA DESTRUÍDA

Benício era filho único. Completaria 7 anos no Natal. O pai resume o impacto:
“É uma dor muito grande. Foi uma sucessão de erros.”

Um menino descrito como puro, meigo e obediente teve sua vida interrompida por um atendimento que deveria zelar por ela.

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