Um vídeo gravado por câmeras de segurança chocou os moradores de Jales (SP) e da região. As imagens mostram um inspetor da Escola Municipal Profª Elza Pirro Viana agredindo um aluno de 7 anos diagnosticado com autismo nível II. O fato ocorreu na tarde de quarta-feira (23), dentro do pátio da unidade.
O menino, que aparentava estar em crise sensorial, foi abordado de forma truculenta pelo inspetor. Em vez de oferecer ajuda, o funcionário o empurrou, encarou a criança e chegou a dar uma cabeçada no aluno. Outras crianças e uma cuidadora presenciaram a cena, mas ninguém interferiu.
A gravação se espalhou rapidamente pelas redes sociais e causou revolta. A mãe do menino se manifestou em vídeo, visivelmente abalada, e criticou duramente a conduta do servidor. “Meu filho não é violento. Ele estava em crise. Qualquer profissional com o mínimo de preparo saberia como agir. Isso é negligência institucional”, disse.
Outras mães de alunos se mobilizam para protestar em frente à escola, exigindo justiça e o afastamento imediato do agressor.
A Prefeitura de Jales informou, em nota, que o inspetor foi afastado preventivamente e que a Secretaria Municipal de Educação abriu uma sindicância para apurar o caso. A Polícia Civil também iniciou investigação. O funcionário não se pronunciou até o momento.
Educadores e especialistas criticaram a falta de preparo de parte dos profissionais da rede pública para lidar com crianças com deficiência. “Não é um caso isolado. Falta formação, falta capacitação. O sistema precisa mudar”, comentou uma pedagoga ouvida pela reportagem.
O caso reacendeu o debate sobre a presença obrigatória de profissionais de apoio especializados nas escolas públicas, conforme prevê a Lei Brasileira de Inclusão.
Enquanto a investigação segue, a família do aluno recebe apoio psicológico e jurídico. Movimentos sociais prometem manter a mobilização até que haja punição ao responsável e medidas efetivas de proteção às crianças com deficiência.









