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30 04 2026

RÉU CONTINUA DIZENDO QUE FACÃO ‘ESCORREGOU’ NO PESCOÇO DA EX

A segunda-feira, dia 02 de fevereiro, foi marcada pela primeira e última audiência de instrução e julgamento do 17º feminicídio de 2025, em Mato Grosso do Sul. A vítima foi Rose Antônio de Paulo, na época morta com um golpe de facão no pescoço pelo então namorado, Juliano Pinheiro de Oliveira, em Costa Rica, cidade localizada na região Norte de Mato Grosso do Sul.

O crime ocorreu na madrugada do dia 27 de junho de 2025, na quitinete onde o suspeito morava. Na época em que Juliano se apresentou à polícia, contou que vivia um relacionamento com a mulher há 1 ano e 3 meses, mas que a conhecia há 3 anos.

Já nesta segunda-feira, durante a primeira audiência do caso, Juliano continuou apresentando a mesma versão inicial, alegando que o facão teria ‘escorregado’ no pescoço da vítima.

Em depoimento à polícia em julho, o acusado apresentou a mesma versão. Ele contou que foram a um bar, onde ficaram até por volta das 19h30, quando voltaram para a quitinete. Rose disse a Juliano que estava com fome, e ele saiu para comprar um lanche para ela.

Ele voltou logo depois, pois havia esquecido a carteira, e, quando entrou no quarto, Rose o derrubou na cama, afirmando que havia visto mensagens em seu celular. Conforme o relato do autor, Rose disse a ele que o mataria por tê-la traído.

Nisto, ela teria retirado o facão que estava escondido embaixo do colchão e os dois passaram a lutar no quarto, quando a bainha do facão escorregou e, segundo Juliano, a lâmina passou pelo pescoço da vítima. Ele negou ter colocado um crucifixo ao lado do corpo da namorada morta.

O advogado Lucas Arguelho Rocha, assistente de acusação, afirma que as provas são suficientes para desmentir a versão fantasiosa de Juliano.

“Plena confiança na Justiça e reitera sua convicção de que o robusto conjunto de provas testemunhais e processuais apresentadas nos autos conduzirá, de forma inequívoca, à pronúncia do réu para julgamento perante o Tribunal do Júri”, disse ao Jornal Midiamax.

Agora, com as audiências iniciais encerradas, abriu-se o prazo para alegações finais e depois vai para decisão, se Juliano será submetido a Júri Popular ou não.

“A sociedade de Costa Rica, por meio do Conselho de Sentença, exercerá sua soberania e condenará o réu, dando assim uma efetiva resposta à sociedade e aos familiares que são todos de Bonito”, finalizou Arguelho.

FEMINICÍDIO

Mulheres que costumavam tomar café da manhã com a vítima em um restaurante notaram sua ausência e tentaram contato por ligações telefônicas. No entanto, Rose não atendeu e as amigas foram até a quitinete onde ela morava.

Ao se aproximarem do imóvel, as mulheres perceberam marcas de sangue debaixo da porta. Ao entrar na casa, encontraram a amiga sem vida, caída no chão.

A PM (Polícia Militar) foi acionada para o local, mas o suspeito havia fugido em uma motocicleta, de cor vermelha. Juliano teria chegado em casa por volta das 20h de sexta (27) e, cerca de uma hora depois, saiu sozinho.

DENÚNCIA POR ESTUPRO

Em maio de 2023, Rose denunciou Juliano por estuprar uma criança, de 7 anos. Uma outra denúncia contra o suspeito foi feita quando os dois ainda mantinham um relacionamento.

Em outubro de 2022, Rose procurou a delegacia para registrar um boletim de ocorrência contra ele. Na delegacia, contou que foi agredida com socos no rosto. A filha dela, de 8 anos, também foi agredida ao tentar defender a mãe. Juliano ameaçou matar Rose e chegou a ser preso, na época.

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