Uma chacina abalou os moradores de Iperó, no interior de São Paulo, após um homem matar a ex-mulher e os ex-sogros a tiros, mesmo com medida protetiva em vigor contra ele. O suspeito foi encontrado morto após o crime, em circunstâncias que indicam suicídio.
De acordo com informações apuradas pelo NoticiasNoroeste, o autor do ataque foi identificado como Rodrigo Ferreira da Silva, de 37 anos. Ele teria abordado a ex-companheira, Cinthia Vieira da Silva, de 31 anos, e o pai dela, Carlos Alberto Vieira da Silva, de 66 anos, em via pública.
Ambos foram baleados e encontrados gravemente feridos sobre poças de sangue. As vítimas chegaram a ser socorridas e encaminhadas a um hospital da região, mas não resistiram aos ferimentos.
Após os disparos na rua, Rodrigo entrou na residência da família, onde estavam a ex-sogra, Sara Baptista de Camargo Silva, de 63 anos, e um ex-cunhado. No interior do imóvel, Sara foi baleada e morreu no local. O ex-cunhado conseguiu se trancar em um dos quartos e escapou sem ferimentos.
Testemunhas relataram que ao menos oito disparos foram ouvidos durante a ação criminosa.
O sobrevivente contou que permaneceu escondido atrás da porta fechada e ouviu o último disparo, que teria encerrado a sequência de assassinatos. O corpo de Rodrigo foi localizado posteriormente por policiais militares, com um ferimento na cabeça, indicando que ele teria tirado a própria vida após cometer os homicídios.
A Polícia Militar foi acionada após as vítimas serem encontradas feridas na rua. O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que confirmou que Rodrigo já era investigado por violência doméstica e havia sido indiciado anteriormente.
Ainda segundo informações preliminares, três dias antes da chacina, Rodrigo registrou um boletim de ocorrência por calúnia contra Cinthia, após ela procurar a polícia para denunciá-lo por injúria.
Os corpos de Cinthia Vieira da Silva, Sara Baptista de Camargo Silva e Carlos Alberto Vieira da Silva tiveram o velório iniciado na sexta-feira (6), em Iperó. O sepultamento está previsto para a manhã deste sábado (7), no Cemitério da Saudade, a partir das 10h.
O crime reacende o alerta sobre a gravidade da violência contra a mulher e o risco enfrentado por vítimas mesmo sob proteção judicial.

