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Brasil registra seis mortes suspeitas e 145 casos de pancreatite associados a canetas emagrecedoras, aponta Anvisa

Por Notícias Noroeste Publicado em 10/02/2026 15:02 Atualizado em 10/02/2026 15:03 447 visualizações (31 hoje)
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Notificações entre 2020 e 2025 envolvem medicamentos agonistas do GLP-1; agência diz que não há comprovação de causalidade.

O Brasil contabilizou seis mortes suspeitas e 145 casos suspeitos de pancreatite possivelmente associados ao uso das chamadas “canetas emagrecedoras” entre 2020 e 2025. As informações constam em notificações encaminhadas à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e estão disponíveis no VigiMed, sistema oficial de farmacovigilância do órgão.

Segundo a Anvisa, os dados não permitem afirmar que os episódios tenham sido causados diretamente pelos medicamentos. A agência ressalta que as notificações representam suspeitas e dependem de investigação para confirmação de nexo causal. Ainda assim, quando considerados números analisados em pesquisas clínicas, o total de ocorrências pode chegar a 225 registros no período.

De acordo com o painel do VigiMed, os casos teriam ocorrido em pacientes dos estados de São Paulo, Paraná, Bahia e do Distrito Federal. As notificações envolvem diferentes medicamentos da classe dos agonistas do GLP-1, entre eles semaglutida, tirzepatida, dulaglutida, liraglutida e lixisenatida.

Os agonistas do GLP-1 atuam de forma semelhante a um hormônio produzido naturalmente no intestino após as refeições. Eles regulam a glicose no sangue, estimulam a liberação de insulina e promovem a sensação de saciedade — efeito que impulsionou o uso desses fármacos no tratamento da obesidade e do diabetes tipo 2.

Especialistas destacam que a pancreatite é um evento adverso conhecido e descrito nas bulas desses medicamentos, embora seja considerada rara. A Anvisa reforça a importância de que profissionais de saúde e pacientes notifiquem suspeitas de efeitos adversos, o que contribui para o monitoramento contínuo da segurança dos produtos comercializados no país.

A agência também orienta que o uso desses medicamentos ocorra apenas com prescrição médica e acompanhamento adequado, especialmente diante do crescimento do uso off-label para emagrecimento.

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