Um adolescente de 17 anos morreu após ser baleado durante uma ação da Polícia Militar na cidade de Elói Mendes, no Sul de Minas. O caso começou na noite de quinta-feira (5 de fevereiro de 2026), depois que uma viatura da PM foi incendiada em frente ao quartel, na região central do município.
Segundo a versão oficial, imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que o jovem se aproxima do veículo, despeja um líquido inflamável e ateia fogo antes de fugir. O incêndio ocorreu por volta das 21h40, na Praça da Bandeira, onde fica o destacamento da corporação.
Ainda conforme o registro policial, equipes iniciaram buscas e localizaram o suspeito nas proximidades da rodoviária. Durante a abordagem, a PM afirma que o adolescente desobedeceu às ordens, manteve as mãos na cintura e, em seguida, sacou um revólver, o que levou dois policiais a efetuarem disparos.
O jovem foi atingido por sete disparos — que atingiram regiões como quadril, coxas, braço e tórax —, socorrido e levado inicialmente ao hospital de Elói Mendes. Posteriormente, ele foi transferido para uma unidade hospitalar em Varginha, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.
Família contesta versão da PM
A família do adolescente contesta a narrativa apresentada pelos militares. Segundo parentes, o jovem não estava armado no momento da abordagem. Eles afirmam que querem esclarecimentos sobre as circunstâncias da ação e cobram investigação rigorosa do caso.
O que foi apreendido, segundo a polícia
A Polícia Militar informou ter apreendido um revólver calibre .32 com munições, além de materiais que teriam sido utilizados no incêndio da viatura, como recipiente com vestígios de combustível e isqueiro. Todo o material foi encaminhado para perícia.
A corporação informou ainda que foram adotadas as providências de Polícia Judiciária Militar para apurar a conduta dos envolvidos na ocorrência.
Investigação em andamento
A Polícia Civil instaurou inquérito para investigar as circunstâncias do caso, incluindo a dinâmica da abordagem e a legalidade da ação policial. A perícia técnica foi acionada e realizou os trabalhos necessários para auxiliar na apuração.
O caso gerou grande repercussão na cidade, que tem pouco mais de 28 mil habitantes. Enquanto a investigação segue, familiares e moradores aguardam a conclusão dos laudos periciais que deverão esclarecer a sequência dos fatos e apontar eventuais responsabilidades.

