Uma operação conjunta entre a Polícia Militar e o Conselho Tutelar resultou na prisão de um casal na noite desta quinta-feira (19), em Riolândia, no interior de São Paulo. Os suspeitos são tios de uma adolescente de 12 anos e são investigados por tortura e cárcere privado.
A vítima foi encontrada em condições alarmantes, apresentando diversas marcas de agressão pelo corpo e sinais evidentes de desnutrição. Segundo a Polícia Civil, a adolescente era submetida a uma rotina de violência extrema, com agressões físicas recorrentes, que podem ter ocorrido por cerca de um ano.
🚨 Denúncia levou ao resgate
O caso começou a ser revelado após uma denúncia anônima recebida pelo Conselho Tutelar na última terça-feira (17). Ao irem até a propriedade rural onde a família reside, os conselheiros foram informados pela tia de que a menina estaria na casa da avó.
No entanto, a versão não foi confirmada. Diante das inconsistências, foi solicitado apoio da Polícia Militar, que realizou uma busca detalhada na propriedade.
A adolescente foi localizada escondida no local, com ferimentos recentes e antigos, além de um quadro de saúde debilitado.
⚠️ Relato da vítima
Em depoimento, a menina relatou que sofria agressões constantes e humilhações praticadas pela tia. O tio também foi detido, já que, segundo as investigações, tinha conhecimento das violências e não tomou nenhuma atitude para impedir.
A situação de vulnerabilidade da vítima era agravada pelo contexto familiar. Ela vivia com os tios, não tinha contato com a mãe e não possui o nome do pai em seu registro.
🏥 Atendimento e acolhimento
Após o resgate, a adolescente foi encaminhada para atendimento médico na Santa Casa de Riolândia. Em seguida, foi levada para um abrigo municipal, onde recebe acompanhamento psicológico e assistência social.
⚖️ Prisão
O casal teve a prisão temporária decretada pelo crime de tortura e permanece à disposição da Justiça.
O caso segue sob investigação para apurar se outras pessoas tinham conhecimento da situação e para garantir a proteção integral da vítima, conforme prevê o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

