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Fernandópolis
13 05 2026

🚔 Professor condenado por atropelar manifestantes em rodovia de Mirassol é preso após decisão do TJ-SP

GOE da Deic cumpriu mandado após condenação em segunda instância por tentativa de homicídio

Policiais do Grupo de Operações Especiais (GOE) da Deic prenderam, nesta quinta-feira (26), o professor Israel Lisboa Júnior, condenado pelo atropelamento de manifestantes ocorrido em novembro de 2022, na Rodovia Washington Luís, em Mirassol.

A prisão foi realizada após o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) confirmar a condenação em segunda instância e determinar o início imediato do cumprimento da pena em regime fechado. A decisão, da 14ª Câmara de Direito Criminal, manteve a sentença de 8 anos e 2 meses de reclusão por tentativa de homicídio.

O caso ganhou grande repercussão na época. Durante os bloqueios rodoviários após as eleições presidenciais de 2022, um grupo de manifestantes interditava a pista quando foi atingido por um Volkswagen Fox conduzido pelo professor.

Ao todo, 16 pessoas foram atingidas, sendo que sete ficaram feridas. Israel chegou a ser preso em flagrante no dia do ocorrido, mas respondeu ao processo em liberdade após cerca de quatro meses detido, permanecendo assim até o julgamento pelo Tribunal do Júri em setembro de 2025.

⚖️ Defesa alegou legítima defesa

Durante o processo, a defesa sustentou que o professor não teve intenção de matar e agiu em legítima defesa. Segundo os advogados, ele tentava levar a mãe para uma consulta médica quando teve o carro cercado e depredado pelos manifestantes, reagindo para conseguir sair do local.

A defesa também solicitou que a pena fosse cumprida em regime semiaberto, mas o pedido não foi aceito.

O Ministério Público, por sua vez, destacou a gravidade da conduta e defendeu a necessidade de cumprimento da pena em regime fechado.

⚠️ Justiça mantém condenação

A relatora do caso, desembargadora Fátima Gomes, destacou que medidas mais brandas seriam insuficientes diante do risco gerado à vida das pessoas.

Embora o tribunal tenha considerado que não houve intenção individualizada contra cada vítima, a condenação por tentativa de homicídio foi mantida por unanimidade.

Com a expedição do mandado, o professor foi encaminhado ao sistema prisional. A defesa informou que pretende recorrer da decisão nas instâncias superiores.

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