Empresa terceirizada alega atraso da Prefeitura, mas administração municipal afirma que repasses estão em dia
Funcionários do Hospital João Veloso, em Ouroeste (SP), denunciam o não pagamento do vale-alimentação por parte da empresa responsável pela gestão, a Solution Gestão Pública. O caso tem gerado indignação entre os colaboradores e levantado questionamentos sobre a responsabilidade pelos atrasos.
De acordo com relatos e mensagens obtidas pela reportagem, o setor de Recursos Humanos da empresa informou aos funcionários que o pagamento seria realizado até o dia 31 de março, com prazo de até três dias úteis para o valor cair no cartão de vale-alimentação.
No entanto, segundo os trabalhadores, o valor não foi creditado até o momento.
Em comunicado enviado aos colaboradores, a empresa reconheceu o atraso e atribuiu a situação à falta de repasses por parte da Prefeitura de Ouroeste.
“Esclarecemos que a Prefeitura de Ouroeste, por meio da atual gestão, possui valores em aberto com a Solution, referentes a serviços já prestados, em montante significativo. Por esse motivo, ainda não foi possível regularizar o pagamento do vale-alimentação”, diz o trecho da mensagem.
Apesar disso, a empresa garantiu que o pagamento seria efetuado e pediu tranquilidade aos funcionários.
“Reforçamos o compromisso da empresa com todos os colaboradores e garantimos que o pagamento do valor pendente será realizado até o dia 31/03”, informou o RH.
Prefeitura nega atraso
Em contato com a Prefeitura de Ouroeste, a administração municipal negou a existência de débitos em aberto com a empresa.
Segundo a Prefeitura, todos os repasses previstos em contrato foram realizados regularmente, o que contradiz a justificativa apresentada pela Solution Gestão Pública.
Situação gera incerteza
Diante das versões divergentes, os funcionários seguem sem uma definição concreta sobre o pagamento e relatam dificuldades financeiras devido ao atraso do benefício.
O caso deve ser acompanhado de perto pelas autoridades e pode gerar desdobramentos administrativos e jurídicos, caso a situação não seja regularizada.
Enquanto isso, os trabalhadores aguardam uma solução e cobram transparência sobre quem, de fato, é responsável pelo não cumprimento do pagamento.

