O ex-prefeito de Meridiano, Maicon Fabiano de Oliveira, conhecido como Maicon Japonês, teve a liberdade provisória concedida durante audiência de custódia realizada nesta quarta-feira (17). A decisão atendeu ao pedido apresentado pelos advogados Hery Kattwinkel e Felipe Derossi, um dia após a prisão em flagrante do político.
O Ministério Público manifestou-se favoravelmente à soltura mediante cumprimento de condições determinadas pela Justiça, entendimento acolhido pelo magistrado responsável pelo caso.
Entenda o caso
A prisão ocorreu na manhã de terça-feira (16), no distrito de Santo Antônio do Viradouro, em Meridiano. Segundo informações registradas no boletim de ocorrência, policiais militares foram acionados para atender uma ocorrência de tumulto em uma unidade de saúde do município.
De acordo com relatos de funcionários públicos e do motorista da frota municipal, o ex-prefeito teria proferido ofensas verbais e intimidado servidores após ter um pedido de transporte negado.
Ainda conforme o registro policial, Maicon pretendia utilizar uma ambulância municipal para se deslocar até a cidade de Jales, onde participaria de uma perícia médica. Diante da negativa, ele teria se exaltado e chutado um veículo Fiat Mobi pertencente à Secretaria Municipal de Saúde, causando danos na porta traseira do automóvel.
Prisão em flagrante
Após a ocorrência, a Polícia Militar deu voz de prisão ao ex-prefeito, que foi conduzido ao Plantão Policial da Delegacia Seccional de Fernandópolis.
A prisão em flagrante foi ratificada pelo delegado de plantão após a análise preliminar dos fatos e dos depoimentos colhidos. Maicon permaneceu detido até a realização da audiência de custódia na manhã desta quarta-feira.
Argumentos da defesa
Em entrevista ao portal Região Noroeste, o advogado Hery Kattwinkel afirmou que seu cliente possui bons antecedentes, residência fixa e não apresenta requisitos que justifiquem a decretação de prisão preventiva.
A defesa também alegou que Maicon enfrenta problemas de saúde, incluindo depressão, síndrome do pânico, crises de ansiedade e sequelas decorrentes de um Acidente Vascular Cerebral (AVC).
Segundo os advogados, o episódio teria sido motivado por um quadro emocional agravado pela proximidade da perícia médica. Eles sustentam ainda que o processo está em fase inicial e que ainda não há elementos suficientes para comprovar a extensão dos danos apontados no veículo oficial.
Com a concessão da liberdade provisória, o ex-prefeito responderá em liberdade às acusações de dano qualificado e desacato, enquanto o caso segue sob investigação e tramitação na Justiça.
Fernandópolis
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