Principais suspeitos estavam foragidos e chegaram a figurar na lista de procurados da Interpol; vítimas foram encontradas enterradas em um bunker após viagem para cobrar dívida de R$ 255 mil
A Polícia Civil do Paraná deflagrou, na manhã desta terça-feira, uma operação que resultou na prisão dos principais suspeitos pelos assassinatos de Robishley Hirnani de Oliveira, Rafael Juliano Marascalchi, Diego Henrique Afonso e Alencar Gonçalves de Souza.
Antônio Buscariollo e seu filho, Paulo Ricardo Costa Buscariollo, estavam foragidos há mais de um ano e figuravam na lista de procurados da Interpol. Os dois foram localizados em um sítio na zona rural de Rio das Pedras (SP).
Segundo as informações, durante a abordagem policial, pai e filho tentaram fugir correndo em direção a uma área de mata, mas foram alcançados e presos pelos agentes.
A operação também resultou na prisão de Carlos Henrique Buscariollo, outro filho de Antônio, localizado na cidade de Santa Bárbara d’Oeste (SP). Um quarto investigado pelo caso já estava preso por outro crime.
Todos os envolvidos deverão ser transferidos para a comarca de Umuarama (PR), onde responderão pelas acusações relacionadas ao caso.
Amigos desapareceram após viajar para cobrar dívida
O crime ocorreu em agosto de 2025, quando os quatro amigos saíram do interior de São Paulo com destino a Icaraíma (PR) para cobrar uma dívida de R$ 255 mil, relacionada à venda de um imóvel rural.
Conforme a investigação, as vítimas teriam sido atraídas até uma propriedade pertencente à família devedora, onde teriam sido alvo de uma emboscada.
Os corpos dos quatro homens foram localizados apenas cerca de um mês após o desaparecimento. Segundo a apuração, eles estavam enterrados em um bunker.
Defesa alega inocência de um dos investigados
Em nota, a defesa dos acusados informou que aguarda a realização das audiências de custódia e destacou que o procedimento tem como objetivo analisar a legalidade das prisões.
O advogado do grupo afirmou ainda possuir provas documentais para demonstrar a inocência de Carlos Henrique Buscariollo, alegando que ele não estava na região de Icaraíma no período em que os crimes ocorreram.
A defesa reafirmou confiança na análise técnica do Poder Judiciário. O caso segue sob investigação e os suspeitos deverão responder judicialmente pelos fatos.
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