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Fernandópolis

MP recorre para tentar prender investigados da Operação Dionísio, que teve mandados em Fernandópolis

Por Notícias Noroeste Publicado em 28/09/2026 20:19 Atualizado em 28/09/2026 20:19 87 visualizações (87 hoje)
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Recurso busca reverter decisão que negou a prisão preventiva de três investigados em suposto esquema nacional de fraudes tributárias, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro

O Ministério Público de Alagoas recorreu da decisão da 17ª Vara Criminal da Capital que negou a prisão preventiva de três investigados na Operação Dionísio, deflagrada na última semana para apurar um suposto esquema nacional envolvendo fraudes tributárias, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro no comércio de bebidas alcoólicas.

A investigação também teve desdobramentos em Fernandópolis, onde equipes do Gaeco de São José do Rio Preto e do Baep cumpriram mandados em imóveis ligados a um empresário do setor cervejeiro. Entre os locais alvo da operação estava um haras no município.

MP aponta movimentações bilionárias

O recurso foi apresentado pelo Grupo de Atuação Especial de Combate à Sonegação Fiscal e Lavagem de Bens. Para sustentar a necessidade das prisões preventivas, o Ministério Público apresentou novos dados financeiros relacionados aos investigados.

Segundo o órgão, empresas ligadas ao grupo teriam realizado saques de R$ 83,8 milhões em espécie, dentro de uma movimentação financeira considerada bilionária pelos investigadores.

Ainda conforme o Ministério Público, o esquema investigado utilizaria empresas de fachada e mecanismos de subfaturamento na comercialização de cervejas com o objetivo de reduzir o pagamento de impostos.

Os débitos fiscais apontados na investigação chegam a R$ 322,4 milhões.

Investigação aponta continuidade das irregularidades

O Ministério Público também citou relatórios produzidos no início de 2026 que, segundo o órgão, indicariam a continuidade de irregularidades tributárias e da utilização de notas fiscais supostamente simuladas.

O pedido de prisão preventiva agora será analisado em segunda instância pelo Tribunal de Justiça de Alagoas, sob relatoria do desembargador Domingos de Araújo Lima Neto.

Até uma nova decisão judicial, os três investigados permanecem em liberdade.

Enquanto isso, os materiais apreendidos durante a Operação Dionísio, incluindo aqueles recolhidos em Fernandópolis e em outros municípios paulistas, seguem sob análise pericial.

As acusações e suspeitas fazem parte de uma investigação em andamento e ainda serão analisadas pela Justiça.

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