O jogo conhecido como “Tigrinho” se tornou febre entre usuários de cassinos online no Brasil. Baseado em sorte e apostas rápidas, o jogo tem causado prejuízos financeiros significativos, especialmente entre jovens e adultos que buscam lucros fáceis. A mecânica viciante, somada à ausência de regulamentação nas plataformas, expõe os jogadores a fraudes e dificulta a recuperação do dinheiro perdido.
Em Votuporanga, o NotíciasNoroeste conversou com jogadores que revelaram a gravidade do problema. Muitos estão deixando de pagar contas básicas para tentar recuperar o que já perderam no jogo. A promessa de ganhos rápidos e o fácil acesso, principalmente por redes sociais e influenciadores digitais, têm alimentado o vício.
Uma jogadora contou que costuma apostar entre R$ 20 e R$ 40 por rodada. Em uma das vezes, investiu cerca de R$ 5 mil, ganhou R$ 8 mil, mas só conseguiu sacar R$ 2.150 — o restante foi perdido em novas apostas. Quando questionada sobre vício, ela respondeu: “Médio”.
Outro caso envolve uma mulher que perdeu cerca de R$ 20 mil. A família preferiu não comentar, mas confirmou que ela já chegou a ganhar até R$ 3 mil em uma única rodada.
“Tem muita gente como eu. A gente joga, perde, mas ainda não chegou ao ponto de se endividar pesado. Mesmo assim, a perda existe, por menor que seja”, relatou uma fonte. Ela explicou que o valor mínimo para depósito nas plataformas gira entre R$ 10 e R$ 30, apesar de algumas aceitarem R$ 5. Em certos jogos, é possível apostar de R$ 0,10 até mais de R$ 1.000 por rodada.
Uma jovem contou que começou a jogar e chegou a se empolgar, mas parou logo após perder R$ 100. “Gostei, mas vi que era um caminho perigoso. Dei um basta logo no começo”, disse.
O alerta está dado: o vício em jogos de azar online não escolhe perfil — e pode causar estragos silenciosos no dia a dia de muitas famílias.


