Uma operação da Polícia Civil de Fernandópolis, por meio da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), cumpriu nesta segunda-feira (14) quatro mandados de busca e apreensão contra uma quadrilha de estelionatários sediada em Uberlândia, Minas Gerais. O grupo é investigado por aplicar uma série de golpes eletrônicos em vendedores de diversas cidades do estado de São Paulo.
A ação, que contou com o apoio da Polícia Civil de Uberlândia, resultou na apreensão de celulares, notebooks, videogames e um caderno com anotações sobre as fraudes.
Golpes e Prejuízos
O delegado responsável pela operação, Rafael Prado Buosi, informou que o grupo já estava sendo monitorado há algum tempo. Além dos mandados em Uberlândia, as equipes da Polícia Civil seguiriam para o Norte de Minas Gerais ainda nesta segunda-feira para cumprir outros mandados judiciais em uma cidade não divulgada, a fim de não atrapalhar as investigações.
“É uma quadrilha bem estruturada, que agia com frieza e planejamento, explorando a confiança das vítimas e as facilidades do ambiente digital”, afirmou o delegado.
Segundo Prado Buosi, as investigações apontaram que a quadrilha utilizava o Facebook Marketplace para enganar as vítimas, especialmente vendedores de produtos como eletrodomésticos, eletrônicos, móveis e até motores de popa.
A quadrilha, especializada em golpes virtuais, enviava motoristas de aplicativo para buscar os itens diretamente com os vendedores. Muitas vezes, eles usavam comprovantes de transferência falsificados para enganar as vítimas, já que a suposta compra não era finalizada com o pagamento real.
Os trabalhos da Polícia Civil também revelaram que o grupo utilizava chips de celular com dados falsos e contas bancárias em nome de “laranjas” (pessoas usadas para ocultar a origem ilícita do dinheiro).
Até o momento, o esquema de golpe virtual já gerou um prejuízo estimado em R$ 200 mil. Os suspeitos já foram ligados a pelo menos 20 boletins de ocorrência registrados em cidades paulistas, mas o número pode ser ainda maior devido à subnotificação dos casos.
“Muitos casos não foram registrados ou ainda estão sendo levantados. Acreditamos que esse valor pode subir consideravelmente nos próximos dias, à medida que novas vítimas forem identificadas”, finalizou Rafael Buosi.
Confissão e Continuidade das Investigações
Um dos investigados, morador de Uberlândia e identificado pelas iniciais M.D.S., de 19 anos, confessou participação no esquema, mas se recusou a identificar os comparsas.
A Polícia Civil segue com as investigações para identificar outros membros da quadrilha e tentar recuperar os produtos obtidos de forma fraudulenta.
A corporação também orienta a população sobre como se prevenir de golpes virtuais em vendas realizadas por redes sociais:
- Evite entregar produtos antes da confirmação do crédito em conta.
- Desconfie de pressa ou insistência para retirada imediata.
- Verifique a autenticidade dos comprovantes de pagamento.
- Prefira transações por plataformas seguras que intermedeiam o pagamento.
Caso tenha sido vítima dessa ou de outra quadrilha, procure a delegacia de Polícia Civil mais próxima para registrar a ocorrência.




