prefeitur
devilson

Defesa de empresário diz que culpa do acidente foi da vítima

402

Get real time updates directly on you device, subscribe now.

A defesa do empresário Luciano Justo, acusado de matar em um acidente de trânsito na avenida Brasília, em Araçatuba, em março de 2016 o comerciante Alcides José Domingues, 69 anos, disse à Justiça que a culpa do acidente foi do idoso.

Essa declaração consta nos autos da ação que a família do comerciante entrou, pedindo ao empresário indenização por danos morais e materiais. A Justiça marcou para 1º de fevereiro de 2019 uma audiência de conciliação para tentar resolver o problema entre as partes. Na esfera criminal, o processo ainda tramita e o empresário pode ir à júri popular.

Justo dirigia pela avenida Brasília um carro esportivo Mustang a 140 quilômetros por hora, segundo laudo da Polícia Científica, e bateu no Corolla do comerciante que cruzava a avenida. Domingues morreu na hora. Justo estava em um restaurante na mesma avenida, antes do acidente, e segundo a Polícia Civil, teria bebido vários chopes.

O empresário chegou a ser preso em flagrante por embriaguez ao volante, mas pagou fiança e foi solto. A Justiça mandou prendê-lo novamente, mas ele conseguiu habeas corpus e responde em liberdade.

Na ação proposta pela família, a viúva e os três filhos do comerciante, os advogados pedem indenização de R$ 704 mil. No processo, os advogados alegam que “tamanha repercussão aumentou demasiadamente a dor da família” e que “a fixação de valores indenizatórios pelos danos morais causados, por certo não diminui a dor e o sofrimento suportados pela família da vítima, que é privada de um ente querido e provedor do sustento do lar”.

A petição inicial cita ainda que “isso não o faria voltar ao seu convívio, mas, por outro lado, traria um pouco de segurança e conforto à viúva e aos filhos que se viram desamparados com a ausência paterna”.

Na ação, a defesa de Justo afirma que “o acidente ocorreu por culpa exclusiva do de cujus, esposo/pai dos autores (Alcides José Domingues), que, na direção do automóvel, ingressou em via preferencial sem cercar-se das cautelas devidas, vindo a interceptar a trajetória do veículo conduzido pelo requerido (Luciano Justo)”.

Ainda conforme a manifestação da defesa do empresário, “é culpado pelo acidente aquele que age com culpa primária, eficiente e decisiva para o evento que, no caso em espécie, foi o fato da vítima efetuar manobra proibida, ingressando na via preferencial sem o devido dever de cautela, configurando esta a causa primordial do acidente”.

Na mesma manifestação, a defesa de Justo pede que essa ação seja suspensa por um ano, até que o processo criminal, que corre paralelamente no Fórum, seja concluído.

 

Folha da região

Get real time updates directly on you device, subscribe now.

você pode gostar também
Comentários
carregando...
WhatsApp Logo Fale conosco via WhatsApp
ga('require', 'GTM-5C3R9D4');