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Ex-tesoureira suspeita de desviar mais de R$ 5 milhões de prefeitura consegue prisão domiciliar

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O Tribunal de Justiça de São Paulo determinou, nesta terça-feira (14), que a ex-tesoureira que desviou mais de R$ 5 milhões da prefeitura de Jales (SP) cumpra prisão domiciliar.

Érica Cristina Carpi havia sido presa preventivamente no dia 31 de julho durante a Operação Farra do Tesouro, deflagrada pela Polícia Federal.

A Justiça acatou um pedido de liminar em habeas corpus solicitado pelo advogado da ex-tesoureira. Na decisão, o desembargador Diniz Fernando Ferreira da Cruz determinou a substituição da prisão preventiva pela domiciliar.

Pela decisão, Érica só poderá sair de casa a partir de uma autorização da Justiça. Ela também não poderá manter contato com qualquer envolvido no caso.

Além de Érica, também foram presos o marido dela Roberto Santos Oliveira, a irmã Simone Carpi Brandt e o cunhado, Marlon Brandt. A ex-secretária de Saúde Maria Aparecida Martins também foi presa no mesmo dia, mas teve a prisão temporária revogada.

De acordo com o delegado da PF, Cristiano Pádua da Silva, a família usou dinheiro público da educação, e principalmente da saúde, para bancar uma vida de luxo, como a construção de um rancho na zona rural de Jales.

Imagens de dentro do imóvel mostram que a “Estância Felicidade” conta com área gourmet, móveis e eletrodomésticos de luxo, piscina e palmeiras no jardim. A estimativa da PF é de que a ex-diretora financeira da prefeitura possa ter desviado até R$ 10 milhões das contas públicas em 10 anos.

“Difícil encontrar um imóvel no mesmo padrão em Jales. Tudo com recursos públicos. Desviaram um valor absurdo de, em média, R$ 100 mil por mês”, afirma o delegado.

No primeiro depoimento à PF, Érica confirmou que fazia os desvios desde 2008. O dinheiro, segundo a polícia, ia direto para contas da ex-servidora e até para as empresas do marido, que abriu três lojas de roupas e calçados.

Além da prisão da família, a polícia lacrou os comércios, a chácara e apreendeu carros de luxo, sendo que um dos veículos havia sido comprado dias antes. Policiais à paisana flagraram Roberto na concessionária fechando o negócio.

Polícia Federal em frente à casa da tesoureira da prefeitura de Jales (Foto: Janaína de Paula/TV TEM)

Polícia Federal em frente à casa da tesoureira da prefeitura de Jales (Foto: Janaína de Paula/TV TEM)

Érica recebia salário de R$ 3 mil por mês e, no segundo depoimento, afirmou que os parentes e o marido não sabiam dos desvios.

Entretanto, em uma mensagem flagrada pela polícia no celular do marido, ela aparece afirmando que havia feito um depósito de R$ 22 mil a uma empresa de esquadrias de alumínio. O dinheiro do cheque de 18 de julho era do Fundo Municipal de Saúde.

A ex-secretária de Saúde Maria Aparecida Martins, que teve a prisão temporária revogada, foi exonerada do cargo e não quis falar sobre o assunto. Ela vai responder por peculato culposo porque também assinava os cheques, sendo necessárias duas assinaturas, e não conferiu o destino das verbas, informou a PF.

A defesa da tesoureira Érica, da irmã Simone e do cunhado Marlon afirmou que os clientes estão colaborando com as investigações e não se opõem a prestar esclarecimento.

Já o advogado de Roberto disse que ele desconhecia a origem do dinheiro, mesma versão apresenta à polícia. O comerciante afirmou ainda que a esposa não tirava férias, mas que nunca a questionou sobre o assunto.

Dinheiro e cheques apreendidos pela PF na prefeitura e na casa da tesoureira (Foto: Divulgação/Polícia Federal)Dinheiro e cheques apreendidos pela PF na prefeitura e na casa da tesoureira (Foto: Divulgação/Polícia Federal)

Dinheiro e cheques apreendidos pela PF na prefeitura e na casa da tesoureira (Foto: Divulgação/Polícia Federal)

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