Esther Aparecida Ramos de Oliveira Santos, de 32 anos, deixou dois filhos. Prefeitura informou que prontuários e imagens serão analisados para apurar possível negligência.
A morte de Esther Aparecida Ramos de Oliveira Santos, de 32 anos, tem gerado grande comoção e levantado questionamentos sobre o atendimento recebido pela jovem mãe na rede pública de saúde de Araçatuba. Ela foi sepultada na última sexta-feira (10), no Cemitério Recanto de Paz, deixando dois filhos, um menino de três anos e uma bebê de apenas quatro meses.
O companheiro da vítima, Jonathan Junior, afirma que Esther procurou atendimento médico diversas vezes nos dias que antecederam sua morte devido a fortes crises de falta de ar. Segundo ele, em todas as ocasiões ela foi medicada e liberada para retornar para casa, sem permanecer internada.
De acordo com o relato da família, profissionais de saúde chegaram a informar que Esther apresentava um quadro de pneumonia e outros problemas pulmonares, mas que a situação não seria considerada grave. A última passagem da jovem pelo Pronto-Socorro Municipal ocorreu entre a noite de segunda-feira (6) e a madrugada de terça-feira (7), quando recebeu nova alta médica.
Na manhã de quinta-feira (9), poucas horas após o companheiro sair para o trabalho, Esther voltou a passar mal na residência da família, no bairro Porto Real. Ela não resistiu e morreu antes de conseguir um novo atendimento.
Emocionado, Jonathan relembrou que uma das últimas conversas com a esposa foi um pedido para trocar a roupa da filha recém-nascida, já que ela estava debilitada e não tinha forças para realizar tarefas simples. O companheiro questiona a decisão das sucessivas altas médicas e pede que o caso seja investigado com rigor.
Em nota, a Prefeitura de Araçatuba informou que solicitou à Associação Filantrópica Nova Esperança (AFNE), responsável pela gestão do Pronto-Socorro Municipal, todos os prontuários médicos, registros clínicos e imagens do sistema de monitoramento referentes aos atendimentos realizados.
Segundo o município, toda a documentação será encaminhada ao Comitê Municipal de Mortalidade, órgão técnico responsável por avaliar casos de óbito ocorridos na rede pública de saúde. O objetivo é verificar se houve falhas na assistência prestada e, caso sejam constatadas irregularidades, adotar as medidas administrativas cabíveis.
As circunstâncias da morte seguem sendo investigadas.
Araçatuba
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