O deputado Fausto Pinato (PP-SP) surpreendeu ao registrar voto “não” ao pedido de urgência para o projeto de anistia (PL 2162/23), aprovado na Câmara em 17 de setembro de 2025 com 311 votos a favor e 163 contra. O projeto trata de anistia para participantes de manifestações e atos ocorridos desde outubro de 2022, durante o governo de Jair Bolsonaro. Pinato, que mantém boa relação com setores do governo atual, se posicionou contra a pressa na tramitação, tornando-se símbolo da resistência mesmo fora da oposição tradicional.
Votos contrários em São Paulo
A bancada paulista teve destaque entre os 163 votos contrários, com pelo menos 22 deputados dizendo “não”. Além de Pinato, registraram voto contrário:
- Baleia Rossi (MDB)
- Fábio Teruel (MDB)
- Paulo Alexandre Barbosa (PSDB)
- Tabata Amaral (PSB)
- Orlando Silva (PCdoB)
Todos os deputados do PSOL-SP votaram contra: Guilherme Boulos, Sâmia Bomfim, Erika Hilton, Ivan Valente, Luiza Erundina e Luciene Cavalcante. O PT paulista também se posicionou em bloco: Alencar Santana, Alfredinho, Arlindo Chinaglia, Carlos Zarattini, Jilmar Tatto, Juliana Cardoso, Kiko Celeguim, Nilto Tatto, Rui Falcão e Vicentinho.
Por que o “não” de Pinato é significativo
- Quebra de expectativa: Pinato votou contra a pressa mesmo não sendo opositor do governo, mostrando cautela diante de um projeto que favorece atos do governo Bolsonaro.
- Pressão política: O voto reforça que a tramitação rápida do projeto enfrenta resistência significativa, inclusive de aliados que não querem aprovar a anistia sem debate.
- Símbolo de prudência: Pinato representa parlamentares que exigem responsabilidade ao lidar com uma proposta controversa, que envolve impunidade e segurança institucional.
Impacto político
O voto de Pinato, junto à força dos demais deputados que disseram “não”, evidencia que a urgência aprovada não elimina o debate nem garante aprovação tranquila do projeto. O texto final precisará ser negociado com atenção, levando em conta a pressão da bancada paulista e o peso simbólico de parlamentares que se distanciaram de favorecer atos vinculados ao governo Bolsonaro.
