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Fim da “taxa das blusinhas” faz encomendas internacionais dispararem; remessas crescem 118% em um ano

Por Notícias Noroeste Publicado em 26/07/2026 10:54 Atualizado em 26/07/2026 10:54 64 visualizações (64 hoje)
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Primeiro mês completo sem o imposto de importação para compras de até US$ 50 registra recorde de encomendas. Medida ainda depende de aprovação do Congresso Nacional.

O fim da cobrança do imposto de importação sobre compras internacionais de até US$ 50, conhecido popularmente como “taxa das blusinhas”, provocou um forte aumento no número de encomendas feitas por consumidores brasileiros.

Dados divulgados pela Receita Federal mostram que, em junho de 2026, primeiro mês completo sem a cobrança do tributo, o Brasil recebeu 28,36 milhões de remessas internacionais.

O volume representa:

  • 📦 118% de crescimento em relação a junho de 2025, quando foram registradas 13,02 milhões de encomendas;
  • 📈 72% de aumento na comparação com abril de 2026;
  • 🚚 84% acima da média dos quatro primeiros meses deste ano.

A isenção foi anunciada pelo governo federal em maio, por meio de uma Medida Provisória, revogando a alíquota de 20% do imposto de importação que incidia sobre compras internacionais de até US$ 50.

Apesar da mudança, os consumidores continuam pagando o ICMS estadual, cuja alíquota varia entre 17% e 20%, conforme o estado.

Comércio brasileiro critica decisão

Entidades que representam o varejo nacional demonstraram preocupação com os impactos da medida.

O Instituto para Desenvolvimento do Varejo (IDV) afirma que o aumento das compras em plataformas estrangeiras pode reduzir as vendas do comércio brasileiro, afetando empregos e investimentos.

Além disso, diversas frentes parlamentares defendem que haja igualdade na tributação entre empresas nacionais e estrangeiras.

Importadores defendem isenção

Já a Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia (Amobitec), que representa empresas como Amazon, Alibaba e Shein, considera o crescimento esperado e avalia que a isenção amplia o acesso dos consumidores a produtos importados, especialmente para a população de menor renda.

Segundo a entidade, será necessário acompanhar os próximos meses para verificar se o aumento das compras continuará.

Medida ainda depende do Congresso

Embora a isenção já esteja em vigor, ela foi criada por Medida Provisória e precisa ser aprovada pelo Congresso Nacional até setembro para continuar valendo.

Caso a MP não seja aprovada, a cobrança do imposto poderá voltar.

Além disso, a partir de 2027, as compras internacionais de até US$ 50 voltarão a ser tributadas por meio da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), prevista na Reforma Tributária. A alíquota ainda será definida pelo governo federal.

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