Segundo reportagem do Poder360, conversa ocorreu em 8 de setembro e envolveu críticas sobre processos no STF e a presidência do TSE
Uma troca de mensagens entre os ministros Gilmar Mendes e Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), ganhou repercussão nesta terça-feira (15).
Segundo reportagem publicada pelo Poder360, a conversa ocorreu em 8 de setembro, no mesmo dia em que a 2ª Turma do STF analisou o afastamento de Andrei Rodrigues do cargo de diretor-geral da Polícia Federal.
De acordo com a reportagem, Gilmar Mendes cobrou que Nunes Marques “abrisse as contas” e também afirmou que o colega deveria deixar a presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Nunes Marques respondeu pedindo respeito e afirmou que não queria mais receber mensagens de quem não o respeitasse. Na sequência, segundo o conteúdo divulgado pelo Poder360, a conversa prosseguiu com novas mensagens de Gilmar Mendes, que utilizou termos como “marmelada” e afirmou entender de “malandro”.
Após a discussão, Kassio Nunes Marques bloqueou Gilmar Mendes no WhatsApp, conforme a reportagem.
Impedimento no julgamento sobre Moraes
A divulgação da conversa ocorreu no mesmo dia em que Nunes Marques anunciou que não participaria do julgamento no STF que analisa a possibilidade de abertura de investigação envolvendo o ministro Alexandre de Moraes e o empresário Daniel Vorcaro, ligado ao Banco Master.
Nunes Marques justificou o impedimento afirmando que, na condição de presidente do TSE, não se sentia confortável em participar de um julgamento que poderia ter impacto no cenário político-eleitoral, a 19 dias das eleições.
Durante a sessão, o ministro também afirmou que nunca trocou mensagens com Vorcaro e negou que seu filho, o advogado Kevin Marques, tenha prestado serviços ou recebido pagamentos do Banco Master.
O episódio entre Gilmar Mendes e Nunes Marques ocorre em meio a uma sessão marcada por debates entre ministros do STF sobre a condução das investigações relacionadas a Moraes e ao caso Banco Master. O julgamento acabou sendo adiado após pedido de vista do ministro Flávio Dino.
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