Luana Cristina Boldrim, de 29 anos, foi encontrada morta dentro do porta-malas do próprio carro, em uma área rural de Catanduva; denúncia foi recebida pela Justiça
O Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP) denunciou quatro homens acusados de envolvimento no sequestro e na morte de Luana Cristina Boldrim, de 29 anos, encontrada morta dentro do porta-malas do próprio veículo, em uma área de canavial em Catanduva, na região de São José do Rio Preto.
A denúncia criminal foi apresentada pela promotora Sylvia Luiza Damas Prestes Ribeiro e recebida pela Justiça. Com isso, os quatro investigados passaram à condição de réus no processo, que agora segue para a fase de instrução.
O caso é tratado na denúncia como extorsão seguida de morte.
VÍTIMA FOI ENCONTRADA EM CANAVIAL
O crime aconteceu em junho deste ano e mobilizou equipes do 30º Batalhão de Polícia Militar do Interior, após informações sobre um possível sequestro em andamento.
Segundo as investigações, Luana teria sido levada à força em seu próprio automóvel enquanto eram realizadas transferências bancárias utilizando valores de suas contas.
As equipes policiais iniciaram buscas pela cidade e conseguiram prender dois suspeitos durante as primeiras diligências, além de avançar na identificação de outros integrantes que, segundo a investigação, teriam participação no crime.
Durante as buscas na zona rural de Catanduva, o veículo da vítima foi localizado abandonado em meio a um canavial.
Luana estava no porta-malas, com as mãos e os pés amarrados e um saco cobrindo a cabeça. Uma equipe médica foi acionada e constatou a morte da jovem ainda no local.
INVESTIGAÇÃO APONTOU EXTORSÃO
Durante os depoimentos prestados no decorrer da investigação, parte dos suspeitos afirmou que teria ido até a residência de Luana para realizar a cobrança de uma suposta dívida relacionada a produtos farmacêuticos.
No entanto, segundo o inquérito policial e a denúncia apresentada pelo Ministério Público, a jovem vinha sendo alvo de um suposto esquema de extorsão contínua atribuído aos acusados.
A investigação aponta que a situação teria evoluído para o sequestro e posteriormente para a morte da vítima.
Com o recebimento da denúncia pela Justiça, o processo entra agora na fase de instrução, etapa em que serão produzidas e analisadas provas e ouvidas as partes e testemunhas antes das próximas decisões judiciais.
Os quatro acusados permanecem respondendo ao processo, e a responsabilidade criminal de cada um será definida no decorrer da ação judicial.
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