Segundo o IML, menino morreu em decorrência de múltiplas agressões físicas e violência sexual; casal nega envolvimento
O advogado Igor Gustavo Veloso de Souza, de 33 anos, e sua companheira, Kathellen Moreira, de 23, foram presos na madrugada desta quinta-feira (7), em Palmas (TO), suspeitos de envolvimento na morte de Gustavo Veloso Feitosa, de apenas 3 anos.
A criança foi encontrada sem vida na residência do casal depois de passar o fim de semana com o pai. Segundo informações apresentadas na investigação, laudos do Instituto Médico-Legal (IML) apontaram que a morte ocorreu em decorrência de múltiplas agressões físicas e violência sexual.
Criança teria relatado medo de visitar o pai
O caso ganhou novos contornos durante as investigações após a divulgação de um vídeo gravado pela mãe da criança. Na gravação, segundo a defesa da mulher, o menino teria relatado sentir medo de visitar o pai e afirmado que sofria agressões.
A mãe, conforme informações de sua defesa, teria receio de denunciar episódios anteriores por causa de supostas ameaças feitas pelo ex-companheiro. Ela também temia ser responsabilizada por descumprir as visitas determinadas judicialmente ou ser acusada de alienação parental.
O pai teria comunicado a morte do filho às autoridades e alegado estar emocionalmente abalado, o que teria contribuído para o atraso na comunicação do caso.
Prisão e investigação
Diante dos elementos reunidos durante a apuração, a Justiça determinou a prisão preventiva do pai e da madrasta.
A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) também determinou a suspensão temporária do registro profissional de Igor Gustavo Veloso de Souza enquanto o caso é investigado.
As defesas dos dois investigados negam qualquer envolvimento no crime.
Os advogados do pai afirmam que ele se apresentou voluntariamente às autoridades após o cumprimento do mandado de prisão. Já a defesa da madrasta informou que recebeu a prisão preventiva com surpresa e pretende solicitar a conversão da medida para prisão domiciliar. A justificativa apresentada é de que ela possui uma filha de cinco meses que ainda está em fase de amamentação.
O caso continua sendo investigado pelas autoridades de Palmas, que buscam esclarecer as circunstâncias da morte da criança e a eventual participação de cada um dos investigados.
Os suspeitos são investigados e, até o momento, não houve condenação definitiva.
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