Grupo fez mais de 50 vítimas e causou prejuízo superior a R$ 1 milhão com golpe sofisticado
A Polícia Civil de São José do Rio Preto deflagrou, na manhã desta sexta-feira (27), a Operação Mirror, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa especializada no chamado “golpe do falso agente federal”.
A ação ocorreu simultaneamente em Rio Preto, São Paulo e Guarulhos, onde foram cumpridos mandados de busca em seis endereços ligados aos investigados. Durante as diligências, equipes do Setor de Investigações Gerais (SIG) apreenderam documentos, cartões bancários e aparelhos celulares que reforçam as provas contra o grupo.
⚠️ Golpe sofisticado e com pressão psicológica
De acordo com a Polícia Civil, o esquema era altamente elaborado e envolvia tecnologia e manipulação psicológica das vítimas.
Os criminosos entravam em contato por telefone, se passando por agentes da Polícia Federal, e informavam que dados bancários da vítima teriam sido encontrados com um suposto delegado preso por envolvimento com facções criminosas.
Para dar credibilidade à fraude, alegavam que as contas estavam sendo usadas para lavagem de dinheiro e exigiam que a vítima assinasse documentos falsos por meio de aplicativos oficiais do governo.
O golpe evoluía para uma fase ainda mais complexa, com a realização de uma falsa audiência virtual. Utilizando plataformas de vídeo, os criminosos apareciam com cenários, banners e distintivos falsificados da Polícia Federal.
Um dos integrantes chegava a se passar pelo Procurador-Geral da União, afirmando que os bens da vítima estavam bloqueados e propondo um acordo financeiro imediato.
💸 Mais de R$ 1 milhão em prejuízos
Segundo o balanço da investigação, o grupo já fez mais de 50 vítimas em todo o estado de São Paulo, causando um prejuízo que ultrapassa R$ 1 milhão.
Após as transferências realizadas pelas vítimas para contas de empresas de fachada, os criminosos encerravam o contato.
Os suspeitos identificados nesta fase da operação foram levados às delegacias para prestar depoimento. A Polícia Civil segue com as investigações para identificar outros envolvidos e tentar recuperar os valores desviados.
S. J. Rio Preto
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