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20 04 2026

Morre bebê que foi encontrado vivo durante o próprio velório no Acre

Morreu na noite de domingo (26) o bebê prematuro que havia sido encontrado com vida dentro do caixão, durante o próprio velório, em Rio Branco (AC), no último sábado (25). A criança, nascida aos cinco meses de gestação, morreu em decorrência de um quadro de choque séptico e sepse neonatal, conforme informou o governo do Acre.

A Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre) afirmou que o caso está sendo rigorosamente apurado e que a equipe responsável pelo atendimento inicial foi afastada para garantir transparência nas investigações. Em nota, o órgão destacou que todos os esforços médicos foram feitos durante o período de internação e que, devido à extrema prematuridade, a transferência do bebê para outra unidade não foi considerada, diante do alto risco de agravamento do quadro clínico.

A Polícia Civil instaurou inquérito para apurar as circunstâncias da morte e não descarta a possibilidade de homicídio culposo — quando não há intenção de matar. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para realização de necropsia, que deve apontar as causas exatas do óbito e identificar se houve falha em algum procedimento médico.

Durante a investigação, foram apreendidos documentos e prontuários da Maternidade Bárbara Heliodora, onde o bebê nasceu. Segundo o delegado Alcino Ferreira Júnior, equipes da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) cumpriram ordem judicial e recolheram todo o material médico da mãe e da criança, que será analisado de forma técnica e imparcial.

O diretor do IML, médico legista Ítalo Maia, explicou que as perícias já começaram e o laudo final deve ficar pronto em até 30 dias. O objetivo é determinar a causa da morte e verificar se houve erro no atendimento.

Os pais do bebê são do município de Pauiní, no interior do Amazonas, e haviam buscado atendimento no Acre para o parto prematuro. Segundo o Ministério Público do Acre (MP-AC), cerca de 12 horas após o bebê ser declarado morto, uma funerária particular foi buscá-lo na maternidade para o sepultamento. Durante o velório, uma parente pediu para abrir o caixão e percebeu que ele estava chorando.

O bebê foi imediatamente levado de volta à Maternidade Bárbara Heliodora, onde foi internado na UTI neonatal em estado gravíssimo. Ele chegou a ser intubado e monitorado continuamente, mas não resistiu.

O Ministério Público acompanha o caso por meio da 1ª Promotoria de Defesa da Saúde e pediu informações à maternidade e à Secretaria de Saúde. Já a direção da unidade informou que instaurou uma apuração interna e manifestou solidariedade à família, reafirmando compromisso com a ética, a humanização e a transparência no atendimento.

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