Vídeo mostra momento de desespero ao salvar filho de crise grave e expõe desafios enfrentados sem rede de apoio
Um vídeo emocionante gravado em São José do Rio Preto (SP) viralizou nas redes sociais ao mostrar o desespero vivido por Fernanda Pereira, de 36 anos, durante uma crise grave de saúde de seu filho. As imagens revelam o momento em que ela encontra Marcos Guilherme, de 9 anos, sem respirar após um episódio de apneia.
O menino, que é acamado e possui Deficiência de Adenilosuccinato Liase (ADSL) — uma condição genética rara que afeta o desenvolvimento neurológico — sofreu uma parada respiratória enquanto a mãe realizava tarefas domésticas. Sem conseguir contato imediato com o socorro, Fernanda agiu instintivamente e conseguiu reanimar o filho com massagens e respiração boca a boca.
Após o susto, Marcos Guilherme foi encaminhado ao hospital, onde precisou ser entubado e passou por uma traqueostomia. O quadro reforça a gravidade da condição enfrentada pela criança, que também convive com crises epilépticas e limitações motoras.
A realidade de Fernanda, no entanto, vai além. Ela cuida sozinha de três filhos com necessidades especiais. Além de Marcos, também é responsável por Helena, de 6 anos, que possui a mesma síndrome rara, e por Sophia, de 15 anos, que tem uma alteração no cromossomo 5 e sequelas de um AVC na infância.
Sem apoio familiar e sem a presença dos pais das crianças, Fernanda enfrenta uma rotina intensa e solitária, dividida entre cuidados constantes, consultas médicas e terapias. O medo de que mais de um filho passe mal ao mesmo tempo faz parte do dia a dia da mãe.
Natural da Bahia e vivendo no interior paulista sem parentes próximos, ela decidiu compartilhar o vídeo como forma de dar visibilidade à realidade enfrentada por muitas mães cuidadoras no Brasil.
Apesar da força e dedicação, Fernanda destaca a dificuldade em acessar suporte adequado. Atualmente, ela busca na Justiça o direito a tratamentos e terapias neurofuncionais mais completas, essenciais para garantir qualidade de vida aos filhos.
O caso gerou grande comoção e abriu debates sobre a necessidade de políticas públicas mais eficazes para famílias que convivem com doenças raras e dependência integral de cuidados.

