A morte de Juliano Rauber Rockenbach, de 37 anos, ocorrida na manhã do último sábado (7) na Rodovia Euclides da Cunha, em Fernandópolis, segue gerando forte comoção e novos desdobramentos. Conhecido entre os amigos pelo apelido de “Rock”, o homem foi vítima de um atropelamento por um caminhão-baú sob o viaduto conhecido como “Pontilhão da Secol”. O caso ganhou contornos ainda mais tristes com a revelação de que Juliano estava prestes a realizar um grande sonho pessoal: ele havia sido aprovado em um curso de medicina e as aulas começariam justamente nesta segunda-feira (9).
Amigos próximos relataram que, horas antes do acidente, Juliano participou normalmente de conversas em grupos de mensagens, demonstrando muita felicidade com a nova fase que se iniciava. Descrito como uma pessoa extremamente inteligente e determinada, ele havia convidado colegas para visitá-lo na cidade e celebrar a conquista. No entanto, o histórico de Juliano também era marcado por desafios de saúde. Pessoas que o acompanhavam desde quando morava em Ponta Grossa, no Paraná, mencionaram que ele enfrentava episódios de desorientação, além de lutar contra a dependência de álcool e substâncias químicas, problemas dos quais ele manifestava o desejo constante de se libertar.
Apesar dos relatos sobre as dificuldades pessoais, ainda não há confirmação oficial se o homem estava sob efeito de alguma substância no momento do atropelamento. A Polícia Científica deve realizar os exames necessários para esclarecer as circunstâncias da fatalidade. Enquanto as investigações prosseguem, amigos lamentam a perda de alguém que estava tão próximo de transformar sua trajetória de vida através dos estudos.
O corpo de Juliano foi transladado para o Rio Grande do Sul, onde vivem seus pais. O velório e o sepultamento ocorreram na cidade de Santa Cruz, em clima de profunda tristeza e despedida. O episódio deixa um rastro de reflexão sobre a vulnerabilidade humana e a interrupção precoce de planos que simbolizavam um novo recomeço para o estudante.




