O Ministério Público apresentou denúncia contra o ex-vereador e policial militar aposentado André Luís Machado Borges, conhecido como Cabo Borges, acusado de tentar extorquir o prefeito de Cardoso, Luís Paulo Bednarski Pedrassolli.
De acordo com as investigações, o ex-parlamentar teria exigido R$ 5 mil em dinheiro e a indicação para um cargo na administração municipal em troca de não divulgar imagens que supostamente comprovariam uma traição conjugal do chefe do Executivo.
Segundo o inquérito, o caso começou no final de fevereiro, quando Borges teria procurado o prefeito afirmando que estava monitorando seus passos há cerca de dois meses. Ele teria dito ainda que integrava um grupo especializado em vigilância de autoridades.
Diante da situação, o prefeito decidiu procurar a polícia, o que levou à realização de uma operação. No dia 2 de março, Borges foi preso em flagrante, no momento em que deixava o prédio da prefeitura com o dinheiro.
Durante a abordagem, os policiais encontraram com o ex-vereador uma pistola calibre 9 milímetros devidamente registrada, além de dois celulares e uma arma de brinquedo que estavam dentro de seu veículo.
Após passar por audiência de custódia, a Justiça decidiu converter a prisão em preventiva. Borges foi então encaminhado ao Presídio Militar Romão Gomes, na capital paulista, onde permanece detido.
A defesa do ex-policial nega a acusação de extorsão. Segundo os advogados, o valor recebido não seria fruto de chantagem, mas um adiantamento referente a um serviço que ele prestaria à prefeitura de Cardoso.
Os advogados também solicitaram à Justiça a revogação da prisão preventiva, para que o acusado responda ao processo em liberdade. O pedido ainda aguarda decisão judicial.
O caso segue em tramitação e será analisado pelo Poder Judiciário, que decidirá sobre a responsabilidade penal do ex-vereador.

