Medida simbólica permite continuidade de atendimentos gratuitos dentro das normas do Conselho de Odontologia
O cirurgião-dentista Guilherme Henrique Raulino Brasil, idealizador do “Projeto Leozinho”, em Palhoça (SC), adotou uma estratégia criativa para manter o atendimento a pacientes em situação de vulnerabilidade: passou a cobrar uma taxa simbólica de R$ 1 pelas cirurgias de reconstrução facial realizadas pelo projeto.
A mudança foi necessária para que o trabalho social continue dentro das normas éticas estabelecidas pelo Conselho Regional de Odontologia, que impõem restrições à gratuidade total de serviços profissionais.
Mesmo com a cobrança simbólica, o objetivo do projeto segue sendo o mesmo: garantir acesso a tratamentos de alta complexidade para quem não tem condições financeiras. Especializado em casos como tumores e deformidades faciais, o dentista já beneficiou centenas de pacientes na região da Grande Florianópolis.
Em situações ainda mais delicadas, o profissional também aceita doações de alimentos como forma de pagamento, ampliando o alcance da iniciativa e garantindo que ninguém deixe de ser atendido.
A alternativa encontrada pelo dentista tem sido vista como um exemplo de criatividade e solidariedade, permitindo que o projeto continue transformando vidas, mesmo diante das exigências legais.
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