A Prefeitura de Fernandópolis emitiu nota oficial para rebater acusações feitas por um pré-candidato a deputado em suas redes sociais. O pronunciamento veio após o pré-candidato Raphael Ferris denunciar supostos gastos exorbitantes do município na aquisição de papéis para impressão e insumos de escritório, alegando despesas superiores a R$ 1,5 milhão em papel e uma licitação estimada em quase R$ 10 milhões para materiais de expediente e canetas.
Em resposta às declarações, a administração municipal esclareceu que a alegação não procede e que o denunciante se equivocou ao analisar os documentos públicos. Segundo a Prefeitura, a quantia de R$ 1.544.032,00 citada por Raphael Ferris refere-se ao “valor cheio” teto registrado na Ata de Registro de Preços do município, o que representa apenas uma estimativa limite e não um valor efetivamente pago ou obrigatoriamente a ser gasto.
A nota destaca ainda que, até o momento, a Prefeitura empenhou e gastou cerca de R$ 205 mil na aquisição do material. Para demonstrar a economia dos cofres públicos, a administração ressaltou que pagou R$ 21,35 por pacote de papel A4, valor consideravelmente abaixo do preço praticado pelo comércio local, onde a unidade mais barata do mesmo produto custa atualmente R$ 37,80 em pesquisas de mercado.
Um servidor da Prefeitura informou também que o candidato “quer se aparecer” nas redes sociais para conseguir votos e cometeu erros ao citar tais fatos.
NOTA
A demanda do pré-candidato não procede. Ele talvez desconheça que o valor mencionado no documento a que teve acesso (R$ 1.544.032,00) é o chamado “valor cheio”, que consta da Ata de Preços arquivada na Prefeitura de Fernandópolis. Isso não significa que o município gastou – ou gastará – todo esse valor. Tanto que até agora, foram gastos em torno de R$ 205 mil. Vale observar que a Prefeitura pagou R$ 21,35 por pacote, enquanto uma pesquisa no mercado demonstra que essas mesmas unidades custam hoje (a mais barata) R$ 37,80 cada uma.
Fernandópolis
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