Dados recentes do Infosiga, sistema de monitoramento de trânsito de São Paulo, revelam o alto custo dos acidentes em Fernandópolis. Entre setembro de 2024 e agosto de 2025, os sinistros de trânsito geraram um gasto de R$ 38.759.253,00 para o sistema de saúde. Desse total, mais de R$ 31 milhões, cerca de 80%, foram causados por ocorrências em áreas urbanas.
A nova versão da plataforma, chamada Infosiga 3.0, agora estima o impacto financeiro dos acidentes para o governo e o Sistema Único de Saúde (SUS). No período analisado, foram registrados 400 acidentes, resultando em 14 mortes.
Taxa de mortalidade em alerta
Com uma população de 71.620 habitantes, a cidade tem uma taxa de óbitos por 100 mil habitantes de 19,55%, acima da média nacional de 16,2%. Outros indicadores preocupantes incluem a taxa de 2,02 mortes por 10 mil veículos e 3,5% de fatalidade entre os acidentes registrados.
A Rodovia Euclides da Cunha (SP-320) foi identificada como a via mais perigosa do município, com 3 mortes e 26 acidentes não fatais.
Motociclistas são os mais afetados
Os motociclistas continuam sendo os mais vulneráveis. Do total de acidentes, 46,8% envolveram motocicletas, seguidos por automóveis (40,1%) e bicicletas (4,09%). A maioria das ocorrências foram colisões entre veículos (62,8%) e choques contra obstáculos (14,3%).
Segundo Roberta Mantovani, diretora de Segurança Viária do Detran-SP, o Infosiga 3.0 é uma ferramenta estratégica para orientar políticas públicas e conscientizar a população sobre a importância da segurança no trânsito.
Fernandópolis
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