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Açougueira é demitida por pesar picanha com código de coxão mole

Por Notícias Noroeste Publicado em 26/07/2025 12:21 Atualizado em 26/07/2025 12:21 5 visualizações (1 hoje)
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Uma açougueira foi demitida por justa causa por pesar carnes caras com códigos de produtos mais baratos em um supermercado de Uberlândia, no Triângulo Mineiro. Imagens de câmeras de monitoramento analisadas pela equipe de segurança flagraram a mulher trocando o código de carnes nobres, como a picanha, por outros de cortes mais baratos, como o coxão mole e a paleta para favorecer conhecidos.

Após a demissão ela tentou reverter a decisão judicialmente, mas o desligamento foi mantido pela Justiça do Trabalho de Minas Gerais em decisão divulgada na quinta-feira (24).

A sentença de primeira instância foi confirmada pelo Tribunal Regional do Trabalho de Minas Gerais (TRT-MG). Ainda houve recurso ao Tribunal Superior do Trabalho (TST), que aguarda data para julgamento.

Segundo a Justiça do Trabalho, em um dos vídeos anexados ao processo a trabalhadora aparece cumprimentando um cliente com um toque de mão e em seguida cortando bifes de coxão mole, que custavam R$ 36,99. No entanto, ao pesá-los ela digitou o código de paleta bovina, cujo preço por quilo era menor, R$ 32,99.

A defesa da ex-empregada afirmou que ela foi perseguida pela gerente após um episódio pontual de erro no código de um produto, que ela classificou como “equívoco procedimental”. A mulher pediu a reversão da justa causa, o pagamento das verbas rescisórias, indenização por danos morais e multa prevista na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

O supermercado, porém, sustentou que a funcionária confessou a prática irregular e que ela ocorria de forma recorrente e direcionada a determinados clientes.

Testemunhas ouvidas confirmaram que a atendente teria digitado os códigos diferentes pelo menos três vezes, sempre com os mesmos consumidores. Uma delas relatou que teve o atendimento rejeitado por um cliente que preferia ser atendido pela colega.

“Não tem como confundir os códigos, ela pesava carnes mais caras com códigos de carnes mais baratas. Esses erros ocorriam com os mesmos clientes e teve um desses clientes que só aceitava ser atendido por ela”, disse a testemunha.

Para o juiz João Rodrigues Filho, com mais de dois anos na empresa, a mulher demonstrava segurança nas funções e tinha gravado na cabeça os códigos dos produtos, afastando a possibilidade de erro involuntário.

“Concluo que o supermercado provou que a açougueira favoreceu terceiros, em prejuízo da empresa”, afirmou o juiz.

rodrigo
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