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01 05 2026

Após 34 anos, moradora de Rio Preto rompe silêncio e denuncia abuso sofrido na infância

Uma moradora de São José do Rio Preto, hoje com 41 anos, decidiu tornar pública uma história marcada por dor e silêncio durante mais de três décadas. Regiane Oliveira relata ter sido vítima de abusos sexuais cometidos por um tio ao longo de quatro anos, entre os 8 e os 12 anos de idade.

A decisão de romper o silêncio e buscar justiça ocorre 34 anos após o início da violência e evidencia como traumas dessa natureza podem impactar profundamente a vida adulta quando não recebem o devido acolhimento.

Segundo o relato, o agressor vivia na mesma residência e utilizava ameaças constantes para impedir que os abusos fossem revelados. O medo de represálias contra familiares, especialmente a mãe e as irmãs, manteve a vítima em silêncio por anos, alimentando sentimentos de culpa e vergonha.

⚠️ Impactos ao longo da vida

As consequências desse período se refletiram na vida adulta de Regiane, que enfrentou crises emocionais severas e chegou a desenvolver dependência química, apontada por ela como uma forma de tentar lidar com a dor reprimida.

A mudança começou quando ela buscou ajuda psicológica no Instituto Nação Valquírias, referência no acolhimento de mulheres em Rio Preto. Durante o acompanhamento, conseguiu compreender os impactos do trauma e encontrou forças para falar sobre o que viveu.

Agora, Regiane pretende formalizar a denúncia e afirma que sua principal motivação é recuperar a dignidade e contribuir para que outras vítimas também encontrem coragem.

📊 Dados preocupantes

O caso ganha relevância diante do aumento dos registros desse tipo de crime na região. Dados da Secretaria Estadual de Segurança Pública apontam que os casos de estupro em São José do Rio Preto cresceram 66% em janeiro de 2026 em comparação com o mesmo período do ano anterior. Nos casos envolvendo vulneráveis, o aumento ultrapassa 70%.

Especialistas avaliam que o crescimento pode estar ligado ao aumento das denúncias, embora a maioria dos crimes ainda ocorra dentro do ambiente familiar, onde há proximidade entre agressor e vítima.

🤝 Rede de apoio

A cidade conta com iniciativas importantes de acolhimento, como o projeto Acolher, no Hospital de Base, que oferece suporte médico e psicológico especializado para vítimas de violência.

Ao compartilhar sua história, Regiane deixa uma mensagem de apoio a outras mulheres:

“Falar é o primeiro passo para deixar de proteger o agressor.”

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