Aos 27 anos, a bancária e moradora de Bálsamo (SP), Anally Azevedo Marangoni Marchesi, diagnosticada com linfoma de Hodgkin, viveu um dos momentos mais emocionantes de sua vida: o casamento. A cerimônia aconteceu no dia 26 de abril, às 15h, na Igreja Nossa Senhora da Paz do município, exatamente no mesmo horário em que ela fez a primeira sessão de quimioterapia, o transplante de medula, além do Terço da Misericórdia, oração praticada constantemente e muito importante ao longo do tratamento.
O momento, marcado não só pelo amor, mas por um profundo sentimento de gratidão, coroou o fim da luta contra a doença. Na ocasião, a jovem trocou as alianças com Maurílio Silva Marchesi, médico veterinário de 29 anos, com quem já mantinha uma amizade. Diagnosticada com o câncer no mediastino direito, região entre o pulmão e o coração, ela enfrentou um tratamento longo e desafiador.
“Se eu comecei a primeira quimioterapia às 15h, que para muitos é sinônimo de morte, estar ali de pé, bem, e diante do altar ao lado do meu melhor amigo é um milagre”, afirma ao g1.
O diagnóstico veio em maio de 2022, após exames motivados por um cansaço constante e dores no peito. “Quando recebemos a notícia, foi um choque”, conta Anally. A mãe, Arali Cristina, comerciante de 54 anos, sentiu muito ao receber o diagnóstico da filha.
Meu mundo desabou. Foi como se um elevador tivesse caído do 13º andar em cima de nós”, diz.
Recentemente, o transplante de medula foi realizado no Hospital de Base de São José do Rio Preto (SP), enquanto as demais etapas do tratamento aconteceram em outros hospitais e na Santa Casa da cidade.
À reportagem, Anally conta que, apesar das dores físicas e dos efeitos colaterais, como queda de cabelo, fraqueza extrema e internações, ela se manteve confiante.
“Teve um dia que eu pensei que não ia aguentar. Estava com febre, vomitando, sem forças. Naquela hora, rezei, pedi ajuda a Deus, e senti paz. Aquilo me manteve de pé”, conta.

