Professores e servidores da educação municipal de Fernandópolis realizam, neste sábado (17), uma carreata em defesa da educação pública e da valorização dos profissionais da rede municipal. A mobilização é marcada pelo grito coletivo “Fora Valdete”, que expressa a insatisfação da categoria com a atual condução da Secretaria Municipal de Educação.
O pedido de saída da secretária não tem caráter pessoal ou político, mas profissional. Ele nasce do esgotamento de quem vive diariamente a realidade das escolas e percebe, na prática, a falta de diálogo, de escuta e de conhecimento sobre o funcionamento da educação pública municipal.
Entre os principais motivos da manifestação estão problemas estruturais graves, como salas superlotadas, ausência de ventilação adequada, ventiladores sem funcionamento, falta de manutenção predial, forros caindo, presença de animais peçonhentos em unidades escolares, fechamento de salas e escassez de cuidadores para alunos com laudo — situações que comprometem a aprendizagem dos estudantes e colocam em risco a segurança de alunos e profissionais.
Os professores também denunciam decisões administrativas que demonstram desconhecimento da rede municipal e da legislação educacional, como atribuição de aulas, regimento escolar, LDB, alfabetização, processos licitatórios e decretos. Soma-se a isso a edição de normas consideradas punitivas, que atingem servidores adoecidos, restringem direitos como a abonada e tentam impor mudanças na carga horária sem respaldo legal — algumas delas já barradas pela Justiça.
Apesar do discurso oficial sobre valorização profissional e fortalecimento do pedagógico, a categoria aponta ausência de ações concretas, como equiparação salarial, plano de carreira e melhoria efetiva das condições de trabalho. O movimento também questiona o contraste entre a falta de profissionais nas escolas e o inchaço administrativo em outros setores da Prefeitura.
A carreata integra um contexto mais amplo de mobilização dos servidores municipais, que reivindicam reajuste salarial digno, melhores condições de trabalho, diálogo real e respeito aos profissionais que sustentam os serviços públicos da cidade.
Os organizadores reforçam que a manifestação é pacífica, coletiva e representa a voz de quem conhece e vive a educação pública todos os dias. O lema do movimento resume o sentimento da categoria:
“Nossa voz não será calada. Nenhum passo para trás.”
Fernandópolis
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