Promotoria aponta suposta omissão no acompanhamento de denúncias de maus-tratos contra a menina de 3 anos, morta em fevereiro deste ano.
RIBEIRÃO PRETO (SP) – O Ministério Público do Estado de São Paulo solicitou à Justiça o afastamento imediato de cinco conselheiras tutelares de Ribeirão Preto por suposta omissão no acompanhamento do caso da menina Sophia Emanuelly de Souza, de 3 anos, que morreu em fevereiro deste ano.
Segundo a Promotoria, denúncias de maus-tratos contra a criança teriam sido registradas ainda em 2025. No entanto, as medidas de proteção previstas não teriam sido adotadas, permitindo que a situação de violência continuasse até a morte da menina.
Além do afastamento cautelar, o Ministério Público também pediu a cassação definitiva dos mandatos das conselheiras e que elas fiquem impedidas de disputar novas eleições para o Conselho Tutelar pelo período de oito anos.
De acordo com o Instituto Médico Legal (IML), Sophia morreu em decorrência de asfixia mecânica. Os laudos periciais também apontaram sinais de desnutrição grave, hematomas e fraturas antigas.
O avô da criança, que detinha sua guarda, e a companheira dele permanecem presos e respondem pelos crimes de tortura e homicídio qualificado. O caso segue em tramitação na Justiça.
Ribeirão Preto
Ribeirão Preto
Ribeirão Preto
Ribeirão Preto